Jovens estão mais vulneráveis a Doenças Tropicais Negligenciadas, diz estudo

Doença de Chagas aguda, leishmaniose, malária e esquistossomose fazem parte do grupo de Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs) que ainda constituem um grave problema de saúde pública no Brasil. Uma pesquisa desenvolvida na Fiocruz Bahia mapeou a incidência de casos dessas infecções, de 2009 a 2013, através do banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), que monitora as doenças do Brasil. O estudo realizado pelo pesquisador Fred Luciano Neves Santos, fruto de parceria entre instituições brasileiras e argentinas, identificou que crianças e adolescentes, de até 19 anos, estão mais propensos a adquirir estes parasitas, nas regiões mais pobres do país.

De acordo com o artigo Neglected tropical diseases in Brazilian children and adolescents: data analysis from 2009 to 2013, publicado na revista Infectius Diseases of Poverty, a má nutrição e deficiência cognitiva são fatores que influenciam no desenvolvimento dessas doenças em crianças. Só o Brasil detém 95% dos casos de leishmaniose entre os 12 países que compõem a América Latina. Essas vulnerabilidades sanitárias proporcionam a infecção também por leishmaniose, malária e esquistossomose.

Para avaliar a efetividade das estratégias de controle dessas doenças, foram investigados os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal. Ao todo, foram 65 mil casos divididos por microrregião, faixa etária, gênero, evolução e desordem clínica e co-infecção por HIV. A faixa de adolescentes de 15 a 19 anos teve a maior quantidade de casos, 21 mil, seguido por indivíduos de 10 a 14 anos, com 13 mil. Com menor incidência, 11 mil crianças de 5 a 9 anos foram afetadas pelas DTNs citadas. Na faixa de até 19 anos de idade, os indivíduos de 12 anos, representando 40 mil crianças, tiveram maior incidência das doenças. A maioria, de 62% dos casos, era formada por meninos.

A leishmaniose cutânea foi demonstrada como a infecção negligenciada de maior impacto, identificada em 49% dos casos, principalmente em meninos de 15 a 19 anos. O maior número de casos foi registrado em Valença, no interior da Bahia. Em segundo lugar foi a esquistossomose, com 34% dos resultados, ocorrendo principalmente em crianças de 10 a 14 anos, e repete o padrão das outras doenças com maior incidência nos meninos, mais identificada no eixo Norte-Nordeste. Em terceiro lugar, a leishmaniose visceral soma 16% dos casos, e malária, em quarto, com 0,66%. A doença de Chagas aguda representou com 0,36% dos casos investigados, com 233 pessoas infectadas.

Segundo os autores, o levantamento serviu para comprovar que essas quatro doenças ainda representam um problema grave de saúde pública no Brasil e demonstra a necessidade de ser desenvolvido um estudo para reformulação social, econômica e nas políticas de saúde pública. Além disso, os índices estatísticos e geográficos podem servir para estabelecer prioridades e embasar iniciativas para controle e eliminação desses patógenos.

Clique aqui para ler, na íntegra, o artigo publicado em novembro de 2017.

 

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Inscrições abertas para a 26ª Reunião Anual de Iniciação Científica

Já se encontra disponível o regulamento (clique aqui), o formulário de inscrição online e o modelo de relatório para participar da 26ª Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC). As inscrições e a submissão de trabalhos, que serão realizadas online, estão abertas até 18 de abril de 2018. 

A 26ª RAIC tem como objetivo proporcionar avaliação de desempenho do bolsista no período em curso através da exposição e discussão dos trabalhos de iniciação científica (IC) e Iniciação Tecnológica (IT), com vistas à avaliação do desenvolvimento dos projetos e ao intercâmbio de experiências entre estudantes, pesquisadores e demais profissionais da Fiocruz.

A aprovação do bolsista pela Comissão Avaliadora é aspecto decisivo para a renovação da cota. Destaca-se que a participação na RAIC é obrigatória a todos os alunos de Iniciação Científica do PROIIC (Cotas FAPESB e Cotas PIBIC/PIBITI – Fiocruz/CNPq e Cotas Fiocruz) e aos alunos vinculados a projetos do CNPq no IGM. 

Esse ano, o sistema de gestão de bolsas PIBIC, PIBITI e RAIC foi reformulado. O Manual com o passo a passo de utilização do novo sistema está disponível aqui. Qualquer dúvida deve ser esclarecida através do e-mail proiic@bahia.fiocruz.br.

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Mulheres expostas ao racismo têm maior chance de sofrer Transtornos Mentais Comuns, aponta estudo

A saúde mental de mulheres brasileiras pode ser prejudicada quando sofre preconceito por causa da cor da pele, tanto na dimensão pessoal, quanto em grupo, aumentando em até 70% a chance de sofrer Transtornos Mentais Comuns (TMC). Essa foi a conclusão de um estudo realizado pelo pesquisador e coordenador do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fiocruz Bahia, Maurício Barreto, em conjunto com pesquisadores do Instituto de Saúde Coletiva e do Instituto de Humanidades Artes e Ciências Professor Milton Santos, ambos da Universidade Federal da Bahia (ISC/IHAC/UFBA). 

A pesquisa foi descrita no artigo Personal-Level and Group-Level Discrimination and Mental Health: the Role of Skin Color, Journal of Racial and Ethnic Health Disparities, publicado no Journal of Racial And Ethnic Health Disparities. O estudo contou com a participação de 1130 mulheres inscritas originalmente em um programa de pesquisa denominado Mudanças Sociais, Asma e Alergia na América Latina (SCAALA), criado em 2004, que tem como objetivo estudar os fatores associados ao surgimento e persistência dos sintomas de asma e marcadores de alergia na população Latino-Americana.

No trabalho de campo, foram utilizados os instrumentos “Experiences of Discrimination” (EOD) e SRQ-20 para identificar os denominados transtornos mentais comuns. Ambos os instrumentos têm sido validados para a língua portuguesa, no Brasil. Os resultados do questionário mostram que, de 38,3% das mulheres que afirmaram ter sintomas de TMC, 8,5% disseram sofrer alto nível de preconceito e 41,6% demonstraram ter preocupações sobre discriminação. As mulheres que tiveram maior nível de TMCs, tiveram maior exposição a experiências de racismo. Também evidenciou-se que a relação entre TMCs e exposição ao racismo é mais concentrada em mulheres que se declararam de cor parda, seguidas pelas de cor negra e, por fim, do tom branco.

Segundo a pesquisa, esses resultados são importantes pelo fato de explicar o porquê que os futuros estudos sobre TMC em saúde pública deverão, também, considerar preconceito em nível de grupo tanto quanto em nível individual, além da cor da pele.

Clique aqui e acesse o artigo publicado em dezembro de 2017.

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Aberta seleção para bolsas de Pibic e Pibiti do CNPq 2018-2019. Inscrições até 18/4.

A Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB/ Fiocruz) lançou os editais para concorrer às Cotas Fiocruz 2018 para bolsas do Programa de Iniciação Científica (PIBIC) e Programas de Iniciação Tecnológica (PIBITI) do CNPq. As inscrições deverão ser feitas online, até o dia 18 de abril, para bolsas novas, renovação e para os bolsistas que ingressaram nos programas por substituição/banco de reserva no mês de março. O orientador deverá encaminhar, até o dia 20 de abril, a documentação referente à solicitação de Bolsa (nova e de renovação) à Coordenação do Programa Institucional de Iniciação Científica (PROIIC) da Fiocruz Bahia.Os formulários para inscrição e outros documentos estão disponíveis nos endereços: http://www.pibic.fiocruz.br e http://www.pibiti.fiocruz.br

Ressalta-se que, esse ano, o sistema de gestão de bolsas Pibic e Pibiti foi reformulado, o documento com o manual para sua utilização, está disponível aqui. Poderão solicitar bolsa servidores ativos com doutorado, exercendo atividade de pesquisa, com vínculo comprovado com a Fiocruz em regime de tempo integral (40 horas); pesquisadores visitantes; e pós-doutorandos da Fiocruz, que se dedicam exclusivamente a atividades de pesquisas na instituição. 

O objetivo do Programa Pibic é estimular o envolvimento de estudantes de graduação nas atividades científica, tecnológica, profissional, artística e cultural, proporcionando ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa. O Programa Pibiti tem como objetivo estimular os jovens do ensino superior nas atividades de pesquisa e aprendizagem de metodologias, conhecimentos e práticas próprias ao desenvolvimento tecnológico e processos de inovação. Qualquer dúvida pertinente a este edital deve ser esclarecida através do e-mail proiic@bahia.fiocruz.br.

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Fiocruz Bahia promove mesa redonda “Mulher e Trabalho: Avanços e Desafios”

No dia 28 de março, acontece, na Fiocruz Bahia, a mesa redonda com o tema Mulher e Trabalho: Avanços e Desafios. O evento, gratuito e aberto ao público, traz como palestrantes a publicitária e atual gestora da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM-BA), Kátia Santos; a cozinheira e ativista cultural, Kátia Najara; e a integrante da Rede Internacional de Direitos Humanos, Beth Dantas. A mesa faz parte do projeto institucional Rede Diálogos, que visa o desenvolvimento integral do servidor, o estímulo do diálogo e a promoção de ações para a melhoria das relações no trabalho e conscientização das pessoas sobre o seu papel na construção de um ambiente de trabalho mais saudável.

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Dissertação analisa ensaio para triagem e identificação de drogas contra a neurotoxidade causada pelo Zika

AUTOR: Bruno Raphael Ribeiro Cavalcante
ORIENTADORA: Milena Botelho Pereira Soares
TÍTULO DA DISSERTAÇÂO:“Estabelecimento de ensaio para triagem e identificação de drogas contra a neurotoxidade causada pelo Zika Vírus”.
PROGRAMA: Pós-Graduação em Patologia Humana-UFBA /FIOCRUZ
DATA DE DEFESA: 21/03/2018

RESUMO

INTRODUÇÃO: O vírus da Zika (ZIKV), um membro pertencente ao gênero Flavivirus e à família Flaviviridae, chamou a atenção da população com sua rápida expansão geográfica e o aumento da patogenicidade, incluindo Síndrome de Guillain-Barré e microcefalia. Até o momento, não existe nenhuma vacina aprovada ou terapia específica para prevenir ou tratar a infecção por ZIKV. Dadas as complicações da infecção por ZIKV e os potenciais danos à saúde pública, opções de tratamento efetivas, incluindo vacinas e intervenções farmacológicas, têm se tornado o foco de Universidades e indústrias em todo o mundo.

OBJETIVO: Realizar ensaio para triagem e identificação de drogas contra a neurotoxicidade causada pelo ZIKV em células progenitoras neurais (NPCs) humanas.

METODOLOGIA: A triagem de drogas consistiu na avaliação do potencial antiviral de cloroquina, fingolimod (FTY720), mefloquina, tenofovir, N,N-dimetilesfingosina  (DMS), azidotimidina (AZT) e ácido betulínico, em 3 linhagens celulares, que incluíram células HepG2, fibroblastos dermais e NPCs humanos em uma plataforma de triagem de alto conteúdo.

RESULTADOS: NPCs derivadas de células-tronco humanas de pluripotência induzida (iPSCs) foram geradas e caracterizadas com sucesso para testes de drogas in vitro. Todas as drogas avaliadas não apresentaram efeito antiviral satisfatório para a infecção com ZIKV, nem em HepG2 nem em fibroblastos, com exceção do ácido betulínico, que, embora tenha indicado modesto efeito antiviral em NPCs, acarretou menos morte celular após a infecção viral nesta linhagem.

CONCLUSÃO: Este ensaio baseado na utilização de NPCs derivadas de iPSCs produziu resultados consistentes para a triagem de drogas quanto à avaliação de neurotoxicidade. Além disso, o ácido betulínico evidenciou um efeito citoprotetor em NPCs infectadas por ZIKV, as quais são muito suscetíveis aos efeitos da infecção viral.

Palavras-chave: Zika vírus, triagem de drogas, produtos naturais, apoptose, citoxicidade.

 

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Fiocruz lança edital para documentários sobre saúde durante Fórum Social Mundial

No segundo dia de evento do Fórum Social Mundial,  a Fiocruz realizou o lançamento do 3º Concurso Selo Fiocruz, durante a Sessão Audiovisual Saúde e Cidadania. O edital realiza a chamada de seleção pública para produções audiovisuais sobre saúde, com apoio da TVE Bahia/Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb). Está previsto o apoio financeiro de R$85 mil a R$200 mil para os projetos selecionados.

Segundo o diretor do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), Rodrigo Murtinho, “a produção audiovisual amplia o acesso a informação de saúde, divulga o que a Fiocruz tem produzido em pesquisa sobre saúde pública, ao mesmo tempo que promove novos olhares sobre a saúde pública do Brasil”. A chamada pretende estimular uma reflexão também sobre a saúde no Nordeste, através do documentário.  

“O edital cumpre esse papel de levar informação para a população e fomentar a produção audiovisual sobre saúde para que possamos ampliar a capacidade da população se informar, discutir, debater e reivindicar políticas públicas de saúde”, destaca Murtinho para uma plateia formada basicamente de produtores e documentaristas que demonstraram interesse pelo edital. A atividade também serviu para explicar detalhes sobre a chamada e  as possibilidades de participação.

“Os temas que fazem parte da chamada são variados e atuais, voltados para a divulgação de doenças que infelizmente estão voltando para atingir nossa população, como a Zika, Chikungunya e Febre Amarela”, afirma a Dra. Marilda Gonçalves,  diretora do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz/BA). Para a diretora, essas iniciativas são importantes porque aproximam os trabalhos desenvolvidos na instituição, com outros olhares sobre a saúde,  promovendo a construção de políticas públicas voltadas para a saúde.

A programação foi iniciada com a exibição do filme “Mulheres das Águas”, que retrata a vida e as lutas das pescadoras nos manguezais do Nordeste do Brasil. O documentário de 32 minutos aborda o modo de vida e a sobrevivência dessas famílias ameaçadas pela poluição de grandes indústrias e pelo turismo predatório, que causam danos ao ecossistema dos manguezais, onde inúmeras espécies marinhas se reproduzem. A exibição foi seguida de uma roda de conversa com participação de Paulo Pena (UFBA), Thaís Gomes (UFBA), Eliete Paraguaçu, e representantes de movimentos sociais.

Clique aqui para maiores informações sobre a chamada.

Confira a participação da Fiocruz no Fórum Social Mundial.

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Pesquisa, inovação e carreira na ciência foram destaque na aula inaugural 2018

Aconteceu, na última sexta-feira (09), no auditório Aluízio Prata, a aula inaugural do Instituto Gonçalo Moniz (IGM/Fiocruz Bahia), que abriu as atividades acadêmicas de 2018, da instituição. A palestra desse ano teve como tema O que eu vou ser quando eu crescer? Pesquisa, Inovação e Carreira na Ciência e foi apresentada pelo professor do Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mauro de Freitas Rebelo.

Estiveram presentes na reunião e deram as boas-vindas ao público a diretora da instituição Marilda Gonçalves; da Vice-diretora de Ensino, Patrícia Veras; da representante da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Márcia Silveira; e da Pró-Reitora de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil da Universidade Federal da Bahia, Cassia Maciel.

Na abertura da cerimonia, Patrícia Veras agradeceu a presença do público e dos convidados. “Esse evento não teria acontecido sem o apoio da nossa diretora, assim como das coordenadoras dos programas de pós-graduação, Theolis Bessa e Valéria Borges, e da coordenadora de Ensino Clara Vasconcelos. Obrigada a todos pela participação”.

Além da palestra, Rebelo ministrou a oficina De Zero a Cem: Empreendedor em 1 hora, que teve como objetivo incentivar o empreendedorismo biotecnológico em que os alunos percebam suas competências e habilidades como uma possibilidade de gerar inovação e futuras ofertas de trabalho em mercados online.

Confira as fotos:

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Tese avaliou teste de derivado semissintético do ácido betulínico e o esfingolipídio para tratamento de Chagas

AUTOR: Cássio Santana Meira
ORIENTADORA: Milena Botelho Pereira Soares
TÍTULO DA TESE: “Fármacos com ação dual anti-trypanosoma cruzi e imunomoduladora: uma nova abordagem para o tratamento da miocardiopatia chagásica crônica”.
PROGRAMA: Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa – FIOCRUZ
DATA DE DEFESA: 22/03/2018

RESUMO

INTRODUÇÃO: A doença de Chagas é uma zoonose causada pelo protozoário hemoflagelado Trypanosoma cruzi, que afeta milhões de pessoas na America Latina. No Brasil e em muitos países, o tratamento dessa enfermidade se baseia na utilização de benzonidazol. Este fármaco tem o seu uso associado a uma série de efeitos colaterais no paciente ao longo do tratamento e uma baixa taxa de cura nos indivíduos com doença crônica. Nesse contexto, é necessário o desenvolvimento de novos medicamentos para uma quimioterapia adequada da doença de Chagas crônica, sobretudo na forma cardíaca da doença.

OBJETIVO: Este estudo tem como objetivo testar o derivado semissintético do ácido betulínico (BA5) e o esfingolipídio N,N-dimetil esfingosina (DMS), moléculas com propriedades antiparasitária e imunomoduladora, para o tratamento da cardiomiopatia chagásica crônica.

MATERIAIS E MÉTODOS: O efeito tripanocida foi avaliado in vitro em tripomastigotas do T. cruzi e também na proliferação de formas amastigotas intracelulares em culturas de macrófagos peritoneais infectados com T. cruzi, com determinação de valores de concentração inibitória (CI)50. A atividade imunomoduladora in vitro foi avaliada em cultura de macrófagos estimulados com LPS + IFNγ e em esplenócitos estimulados com concanavalina A através da quantificação de mediadores inflamatórios por ELISA e em ensaios de linfoproliferação pela incorporação de 3H-timidina. A ação imunomoduladora do BA5 foi validada in vivo em modelo de endotoxemia e de reação de hipersensibilidade tardia (DTH). Por último, camundongos C57BL/6 cronicamente infectados com T. cruzi foram tratados com BA5 ou DMS, e submetidos a avaliações de função cardíaca, quantificação de inflamação e fibrose no coração, de citocinas no soro por ELISA, e análises de modulação da expressão gênica por PCR.

RESULTADOS: Assim como o BA5 (já previamente estudado), o DMS apresentou um efeito anti-T. cruzi indireto, porém age através da ativação da via do inflamassoma e produção de óxido nítrico e espécies reativas de oxigênio. Quando testados em culturas de macrófagos e linfócitos ativados, os compostos mostraram uma potente atividade imunomoduladora, reduzindo a produção de mediadores inflamatórios e inibindo a proliferação de linfócitos. In vivo, o BA5 demonstrou potente atividade imunomoduladora, conferindo proteção contra dose letal de LPS e reduzindo edema em modelo de DTH. Observamos uma redução significativa da inflamação e fibrose nos corações dos animais chagásicos crônicos tratados com BA5 ou DMS, achados estes que foram acompanhados por uma redução dos níveis séricos de TNFα e IFNγ, assim como a redução da expressão gênica de mediadores inflamatórios no coração. Nos animais tratados com BA5 observamos também um aumento significativo na produção de IL-10 e na expressão gênica de arginase e CHI3, reconhecidos marcadores de macrófagos M2.

CONCLUSÃO: Nossos resultados demonstram que o BA5 e o DMS, através de ação antiparasitária e imunomoduladora, são candidatos em potencial para o desenvolvimento de novos fármacos para o tratamento da cardiomiopatia chagásica.

Palavras-chave: Doença de Chagas, T. cruzi, N,N-dimetil esfingosina, Ácido betulínico, cardiomiopatia chagásica.

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Introdução do HTLV-1aA no Brasil a partir de populações infectadas do oeste da África é investigada em tese.

AUTORA: Adjile Edjide Roukiyath Amoussa
ORIENTADOR: Luiz Carlos Junior Alcantara
TÍTULO DA TESE: “Origem do HTLV-1Aa no Brasil: Conexão entre o oeste e sul do continente Africano”.
PROGRAMA: Pós-Graduação em Patologia Humana-UFBA /FIOCRUZ
DATA DE DEFESA: 20/03/2018

RESUMO

Até o momento quatro tipos de HTLV foram isolados e descritos na literatura, sendo que somente o HTLV tipo 1 foi considerado endêmico em várias regiões do mundo, principalmente na África, Japão, Caribe e em ambos continentes americanos. No Brasil, esta infecção é mais comum entre os descendentes de imigrantes originados dos países endêmicos, por exemplo, o Japão e países da África Subsaariana. O Subgrupo “A´´ do HTLV-1 subtipo “a´´ (HTLV-1 aA) é o mais frequente de todos subgrupos e possui disponíveis, um número maior de sequências LTR no Genbank e nos bancos de dados secundários. Para entender a origem do HTLV-1 aA no Brasil vários estudos de análises filogenéticas da região LTR do vírus, juntamente à caracterização dos haplótipos do gene da β-globina dos indivíduos infectados foram realizados. Alguns desses estudos sugeriram que houve múltiplas introduções durante o período pós-colombiano, principalmente, através da migração da população africana para o Brasil. Segundo os dados históricos a maioria dos africanos que foram trazidos para o Brasil são originados da região oeste da África. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho foi investigar a introdução do HTLV-1aA no Brasil a partir de populações infectadas do oeste da África. Primeiramente, para confirmar esta introdução do HTLV-1aA no Brasil, durante o período pós-colombiano, foram estudadas 380 sequências LTR de diferentes regiões do mundo previamente publicadas no banco de dados: HTLV-1 Molecular Epidemiology Database. Nosso estudo mostrou que há um agrupamento monofilético entre as sequências isoladas no Brasil com as sequências do sul da África, não sendo observada um agrupamento monofilético entre as sequências isoladas no Brasil e na região oeste da África, como já foi mostrado por estudos anteriores. Todas as sequências do genótipo “aA´´ se agruparam dentro do subtipo Transcontinental e foram identificados três grupos monofiléticos de interesse com valor de confiabilidade acima de 70%, confirmando a hipótese de múltiplas introduções do HTLV-1aA no Brasil. As análises de datação molecular dos grupos monofiléticos identificados mostraram uma introdução durante o período pós-colombiano do HTLV-1 aA no Brasil no ano de 1500. Em seguida, 16 novas sequências LTR, obtidas neste estudo, foram caracterizadas como pertencendo ao subtipo HTLV-1aA e uma introdução do HTLV-1 durante o período pós-colombiano foi confirmada, com o valor do tamanho efetivo da amostragem superior a 200. Por fim, para esclarecer a ausência até o momento de agrupamento monofiletico do genótipo “aA´´ com os genotipos isolados na região oeste da África, seria importante a obtenção das sequências isoladas em Benim, um país que participou com muitos africanos trazidos para o Brasil durante o tráfico negreiro de acordo com dados históricos. Dessa forma, foi avaliado a soroprevalência da infeção pelo HTLV em Benim. 2035 doadores de sangue foram testados na triagem do HTLV por ELISA. No total, 12 indivíduos foram identificados positivos, sendo 0.58% que foi estatisticamente significativo (CI 95% 0.259%-0.919%) e 7 foram indeterminadas (DO/CO 1<<1.23) para a infecção pelo HTLV. Nossos achados revelaram também a informação de que o sangue desses indivíduos positivos já foram transfusionados para alguns receptores, devido à falta do teste da triagem para o HTLV nos bancos de sangue em Benim. Os dados de epidemiologia do HTLV em Benim, obtidos neste estudo são extremamente relevantes para gerar as sequências do HTLV-1 isolados no Benim, afim de entender melhor a origem do HTLV-1aA no Brasil. A presença de casos com sorologia positivos entre os doadores de sangue em Benim, nos chama atenção para a importância da inclusão da triagem do teste para HTLV, buscando evitar a disseminação desta infecção dentro da população deste país.

Palavras-chave: HTLV-1, LTR, análise filogenética, período pós-colombiano, doadores de sangue, HTLV transmissão e prevenção.

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Fiocruz marca presença no Fórum Social Mundial 2018

“Povos, Territórios e Movimentos em Resistência” é tema do evento com mais de 1300 atividades que iniciou nesta terça-feira, 13/3, e vai até sábado, 17/3. Com o slogan “Resistir é criar, resistir é transformar”, o Fórum Social Mundial (FSM) pretende promover uma resistência a retrocessos e ataques à democracia brasileira e promete reunir mais de 60 mil pessoas, em Salvador, nestes cinco dias.

A programação vasta e diversificada ocorrerá em vários pontos da cidade, com sede no Campus de Ondina da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e contará com a participação, também, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Na abertura do evento, os participantes foram recepcionados ao Salão Nobre da Reitoria, no Canela, ao som da Orquestra de Frevo e Dobrados, sob regência do maestro Fred Dantas, para participar da homenagem da Universidade a personalidades da ciência e cultura baiana, entre eles estão os pesquisadores eméritos Sônia e Zilton Andrade.

Amanhã, 14/03, às 8h, a Fiocruz participa da Sessão Audiovisual Saúde e Cidadania na sala 13 da Faculdade de Comunicação da UFBA, em Ondina. A programação será iniciada com a exibição do filme “Mulheres das Águas”, lançado pelo Selo Fiocruz Vídeo, seguida de debate com Paulo Pena (UFBA), Thaís Gomes (UFBA) e Eliete Paraguaçu, além de representantes de movimentos sociais. Na ocasião, a diretora do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia) Marilda Gonçalves, fará parte do evento de lançamento do 3º Concurso Selo Fiocruz (10h), edital de seleção pública para produções audiovisuais sobre saúde, com apoio da TVE Bahia/Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb). Está previsto o apoio financeiro de R$85 mil a R$200 mil para os projetos selecionados.

Já na sexta-feira, 16/3, o FSM receberá na Tenda do Conselho Nacional de Saúde a mesa “Acesso a medicamentos no mundo: vivemos uma crise de desabastecimento”, às 14h30, com a presença de Carlos Gadelha, Coordenador das Ações de Prospecção da Fundação Oswaldo Cruz, e Leandro Safatle, Secretário Executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamento, e Tomás Pippo, Coordenador da Unidade de Medicamentos, Tecnologia e Pesquisa em Saúde da OPAS/OMS no Brasil.

Para o último dia de evento, 17/3, o pesquisador Fernando Carneiro (Fiocruz Ceará) irá promover uma atividade devolutiva do livro Campos, Florestas e Águas: Práticas e Saberes em Saúde, em que fará um “toxiturismo” denuncia a poluição, o genocídio e o racismo ambiental na Baía de Todos os Santos, em solidariedade às comunidades da Ilha de Maré. A participação da Fiocruz também conta com o trabalho “Múltiplas estratégias de resistências populares para o horizonte e territórios saudáveis”, do coordenador do Ecomuseu de Manguinhos, Filipe Eugênio. O estudo aborda a questão da cultura e das artes em territórios vulnerabilizados nas periferias das cidades do país, com enfoque na literatura.

Além desses, muitos outros pesquisadores e estudantes da instituição estão participando da programação do fórum. “A Fiocruz participa do FSM a partir da necessidade em estreitar o diálogo com os movimentos sociais e territórios em situação de vulnerabilidade social e ambiental, comunidades tradicionais e povos originários dentro duma perspectiva de promoção da saúde”, afirma José Leonídio, coordenador de Cooperação Social da Fiocruz. Pretende-se fomentar o debate para a co-construção de propostas de enfrentamento às desigualdades sociais e inequidades e aprofundar o debate sobre qual o modelo de desenvolvimento para o Brasil. Para ele, o FSM “é um ambiente propício para que possamos construir propostas mais sinérgicas em que a Fiocruz contribua com sua capacidade de pesquisa, ensino e serviços em diálogo com movimentos e grupos sociais historicamente minorizados”.

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Experiência brasileira de integração de grandes bases de dados para pesquisa em saúde é apresentada na Índia

Qual é o impacto de políticas públicas na saúde das populações em um país com grande desigualdade econômica e economia emergente? É, principalmente, em busca dessa resposta que os pesquisadores do Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) estão se debruçando sobre os dados vinculados de mais da metade da população brasileira. A experiência acumulada na construção desse conhecimento, por meio da “Coorte de 100 Milhões de Brasileiros”, poderá ajudar na pesquisa em saúde de outro gigante emergente: a Índia. 

Nesta semana, entre 12 e 16 de março, a pesquisadora e vice-coordenadora do Cidacs, Maria Yury Ichihara, compartilha a experiência no desenvolvimento da Coorte para cientistas e formuladores de políticas públicas em duas cidades indianas: Nova Délhi e Bangalore. O principal objetivo das reuniões, organizadas pela Universidade de Glasgow (Reino Unido) e Governo do Estado de Kanarkata (Índia), é o de avaliar experiências na integração de dados nacionais, na qual a coorte de 100 milhões constitui-se em experiência inédita. Ichihara também coordena um grupo de trabalho para desenvolver um índice de privação a nível de pequenas áreas (setores censitários) para todo o Brasil, estudo que também será apresentado, uma vez que os pesquisadores e autoridades indianos estão interessados na construção de um índice similar naquele país.

O evento faz parte do Projeto “NIHR Global Health Research Group on Social Policy and Health Inequalities” (Grupo de Pesquisa de Saúde Global em Políticas Sociais e Iniquidades em Saúde), conduzido no Cidacs em cooperação com a Universidade de Glasgow. Além das duas instituições e dos gestores governamentais do Governo Central da Índia e do Estado de Karnakata, estarão presentes nas reuniões pesquisadores das universidades de Harvard (EUA); London School of Hygyene and Tropical Medicine (Reino Unido); e das instituições indianas Jawaharlal Nehru University (New Delhi) e Public Health Foundation of India (Odisha).

O coordenador do Cidacs, Mauricio Barreto, avalia que essas reuniões são importantes para compartilhar “o trabalho que vem sendo realizado na avaliação de desigualdades em saúde, ampliar a cooperação internacional na produção de conhecimentos científicos para uso na política de saúde, estreitar a cooperação do Cidacs/IGM com a Universidade de Glasgow e estabelecer contatos com acadêmicos e gestores da Índia”.

Privação

O principal objetivo do Índice de Privação em desenvolvimento no Cidacs é construir um “mapa da pobreza crônica”, possibilitando a avaliação de quais variáveis traduzem a condição de vida dos indivíduos. O índice se diferencia dos outros indicadores de pobreza por olhar o nível mais local – e não agregado por municípios como já se fez anteriormente. Assim, o índice permitirá compreender e mensurar quais são os fatores que refletem na condição de vida dos indivíduos diante das desigualdades estruturais das regiões em que habitam.

O desenvolvimento do índice considera uma série de variáveis. No estágio atual, a pesquisa está em processo de validar a possibilidade de análise de 16 indicadores de nível local em seis dimensões: renda; condições de habitação; etnicidade; escolaridade; infraestrutura urbana; e saneamento. “A pobreza crônica é multidimensional. Tem que ter uma combinação dessas privações”, explica Ichihara. De acordo com ela, a possibilidade que este índice trará para avaliação dos determinantes sociais da saúde vai gerar “um custo-benefício fantástico” para a aplicação de políticas públicas, uma vez que focaliza as intervenções.

A pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e colaboradora do projeto, Deborah Malta, que coordenou o “Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011-2022”, afirma que o índice deve não só auxiliar a pesquisa em saúde, mas se tornará “uma ferramenta bastante útil” para os gestores e trabalhadores em saúde.

Idealizador da Coorte de 100 milhões, o pesquisador Mauricio Barreto também acredita nos benefícios da pesquisa e elenca as potencialidades do índice: “Monitorar as desigualdades na saúde, entender as causas das desigualdades e facilitar a avaliação de potenciais impactos dos programas sociais sobre as desigualdades em saúde a fim de alcançar a equidade em saúde”.

Programação

Embora a Índia tenha vários conjuntos de dados que permitam o estudo da privação a nível subnacional e subestadual, eles variam consideravelmente em cobertura e qualidade. Assim, esses dados não são amplamente utilizados para entender as diferenças regionais no país asiático, vitais para as intervenções de políticas públicas. Os pesquisadores acreditam que uma possível maneira de superar tais deficiências nos dados é a vinculação dos diferentes sistemas de dados, tal qual realizado no Cidacs. No entanto, alcançar essa integração é tecnicamente desafiador.

Diante deste quadro, o workshop “Data Linkages and Deriving Deprivation Measures in India: An exploration”, realizado nesta segunda-feira, 12, pretende trabalhar com os formuladores de políticas na Índia para avaliar a viabilidade da vinculação de dados no contexto da Índia e se essa metodologia pode atender a necessidades do país. A programação da semana ainda inclui discussões com formuladores de políticas em Bangalore, Karnataka, e uma proposta de um projeto em parceria entre os pesquisadores participantes e os gestores indianos.

Pesquisa

A Coorte de 100 Milhões de Brasileiros é uma plataforma de estudos e pesquisas para avaliação do impacto das políticas públicas nos desfechos em saúde. A metodologia adotada pela Coorte, a vinculação de dados individuais oriundos de diferentes bases governamentais, tem o potencial de trazer respostas inéditas no campo da saúde e é a primeira vez que é realizada em um país emergente com um volume de dados tão grande – uma das bases de dados da Coorte produzidas no Cidacs, por exemplo, cruza dados de 114 milhões de indivíduos registrados no Cadastro único (CadÚnico) com os 44 milhões de nascimentos registrados durante 14 anos no Sistema Nacional de Nascimentos (Sinasc).

Já o Índice de Privação está sendo desenvolvido a partir dos dados censitários (censo 2010), mas, posteriormente, deverá ser utilizado nas bases produzidas da Coorte para compreender o impacto da pobreza crônica nos desfechos de saúde, como a mortalidade.

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Fiocruz Bahia vai sediar a abertura da 2ª edição das Quintas de Vigilância com o tema febre amarela

O Instituto Gonçalo Moniz (IGM/Fiocruz) irá sediar, no 22 de março, a abertura do segundo ano das Quintas de Vigilância, que terá como tema “Febre Amarela no Século XXI”. A temática foi motivada pela epidemia de febre amarela vivida nos últimos meses, como também a política pública brasileira de vacinação. Interessados em participar podem se inscrever, preferencialmente, pelo Sistema de Inscrições Eletrônicas da Esaf ou através do e-mail cvspaf.ba@anvisa.gov.br. Quem tiver dificuldade em acessar o sistema pode conferir o Tutorial para Inscrições no SISFIE. A entrada é franca e contará com certificação pela ESAF.

Realizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Escola de Administração Fazendária (ESAF) e a Fiocruz Bahia, o evento é destinado à de troca de experiências entre profissionais de saúde e de meio ambiente, à academia e aos poderes públicos federais, estaduais e municipais, funcionando como uma ponte entre as Vigilâncias e a sociedade. 

Para a discussão interdisciplinar, foram convidados os pesquisadores Olindo Filho (Instituto René Rachou/Fiocruz Minas) e Gecilmara Pileggi (FMRP/USP), além do médico veterinário Marcelo Mário Santos Medrado, especialista em Saúde Coletiva; servidor da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB) e da Secretaria de Saúde do Município de Salvador (SMS). As abordagens da palestra seguirão as duas vertentes: Estado de duração da imunidade empregada pela dose fracionada da vacina da febre amarela e Panorama de incidência de febre amarela no Brasil nos séculos XX e XXI.

As Quintas de Vigilância são eventos para troca de experiência entre profissionais de saúde e meio ambiente. Além disso, é uma forma de aproximação com os meios acadêmicos, os poderes públicos federais, estaduais e municipais, assim como a sociedade.

Serviço:

O que: Quintas de Vigilâncias
Quando: Dia 22 de março, das 8h às 12h
Onde: Instituto Gonçalo Moniz (IGM/Fiocruz Bahia). Rua Waldemar Falcão, 121. Candeal, Salvador-BA

 

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Pesquisadores da Fiocruz Bahia integram nova diretoria da SBI

Foto: SBI

Aconteceu, na sede da Sociedade Brasileira de Imunologia – SBI, em São Paulo, a posse da nova diretoria eleita no 41º Congresso da Sociedade Brasileira de Imunologia. Os novos integrantes, que tomaram posse no dia 22 de fevereiro, vão gerir a sociedade no biênio 2018-2019. Três pesquisadores da Fiocruz Bahia fazem parte da equipe: Claudia Brodskyn é a nova Presidente; Camila Indiani, a Secretária-Geral; e Lucas Pedreira, o Primeiro Secretário.

Além da posse, foi realizada uma reunião de alinhamento entre as gestões, em que foi abordada a continuidade dos projetos das diretorias anteriores, seleção da comissão de ensino (que será anunciada em breve), criação de novos financiamentos, atualização do estatuto da SBI e contato com outras sociedades para o desenvolvimento de projetos de educação científica e política. 

De acordo com Brodskyn, na nova gestão, serão mantidos os congressos comuns, mas também serão realizados novos projetos. “Pretendemos promover a formação das regionais, estimulando a realização de simpósios, como o simpósio sul de imunologia e atualmente o do centro oeste. Este ano teremos também o do norte-nordeste. Além disso, teremos a realização de cursos para os estudantes de pós-graduação e de graduação em imunologia”, apontou. 

Outro ponto de destacado pela nova presidenta foi o incentivo aos jovens pesquisadores e estudantes. “A SBI tem procurado incentivar seus pesquisadores para a formação de redes de colaboração, seja através de seus congressos bem como no apoio a realização de simpósios e cursos. Assim, tentamos de alguma forma um sentido de inclusão com todos os imunologistas das diferentes regiões brasileiras. Os jovens serão incentivados com uma maior participação nos congressos e simpósios, na organização de cursos de imunologia para estudantes de graduação e também Travel Awards para realizarem cursos no Brasil e na América Latina”, declarou. 

 

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Dissertação relaciona assinatura transcriptomica de lesões com a presença da leishmania e resposta imune inata.

AUTOR: Valdomiro Silveira Moitinho Junior
ORIENTADOR: Antonio Ricardo Khouri
TÍTULO DA TESE: “Perfil de Transcriptoma imune revela um mecanismo de degradação de matriz extracelular na Leishmaniose Cutânea Humana”.
PROGRAMA:
 Pós-Graduação em Patologia Humana – UFBA/FIOCRUZ
DATA DE DEFESA: 23/03/2018

RESUMO

INTRODUÇÃO: A leishmaniose é uma zoonose amplamente disseminada em mais de 90 países, que já afeta 15 milhões de pessoas em todo o mundo e cresce a uma taxa de 1,6 milhão de novos casos por ano. A forma clinica mais frequente da doença é a leishmaniose cutânea localizada (LCL). Geralmente, esses pacientes apresentam uma única lesão que começa no local de entrada do parasito, como pequenas pápulas que evoluem para nódulos e ulceram no centro. Alguns estudos têm buscado esclarecer os mecanismos que controlam o desenvolvimento das lesões e a resposta imune envolvida. Técnicas de alto rendimento têm revelado alvos importantes na progressão da doença, entretanto, alguns mecanismos imunológicos ainda não foram totalmente elucidados.

OBJETIVO: Identificar as principais moléculas e vias relacionadas à patogênese da leishmaniose cutânea in vivo e definir, através de análise in silico, mecanismos de proteção/susceptibilidade.

MÉTODO: Exploramos biópsias de lesões de pele usando técnicas de alto rendimento para quantificar a expressão de genes em pacientes recrutados durante visitas médicas a áreas endêmicas da Bahia. Associamos as técnicas de citometria de fluxo in silico, nCounter (NanoString) e o Ingenuity Pathway Analysis (IPA) para analisarmos a expressão gênica e os mecanismos biológicos envolvidos na LCL.

RESULTADOS: A análise transcriptômica de 601 genes da resposta imune foi capaz de diferenciar dois grupos de lesões: inicial e tardia. A avaliação por citometria de fluxo revelou um predomínio de células pertencente à imunidade inata em lesões iniciais e células da imunidade adaptativa em lesões tardias. Transcritos de biopsia de lesões cutâneas iniciais foram correlacionados com a presença de transcritos do parasito, porém, não houve diferenças expressivas no tempo de cura e gênero. As análises de expressão genica integrada do IPA confirmou o papel dos genes VCAN e COL18A1 no processo de destruição da matriz extracelular.

CONCLUSÃO: Nossos dados sugerem uma relação entre a assinatura transcriptomica de lesões iniciais com a presença do parasito e de células da resposta imune inata. Além disso, confirmamos a participação de vias associadas à inflamação na progressão da doença. Finalmente, revelamos a presença de uma via de degradação de matriz extracelular em lesões de pacientes com LCL.

Palavras chave: Leishmaniose Cutânea, L. braziliensis, Trancriptoma, NanoString, Genes.

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Curso sobre imunorregulação está com as inscrições abertas

O I International Course on Immune Regulation, que acontece entre os dias 26 e 29 de março, na Fiocruz Bahia, abordará aspectos da imunorregulação em câncer, doenças infecciosas e metabólicas, enfatizando novas metodologias para investigação da expressão gênica global e aplicações da nanotecnologia na produção de vacinas e terapias. As inscrições, bem como entrega de resumos e submissão de banners, podem ser realizadas no site do curso, até o dia 19 de março.

O objetivo central do evento é reunir pesquisadores que são referência nas áreas de atuação e estudantes de diferentes cursos de pós-graduação em saúde, para debater os avanços mais recentes sobre a regulação do sistema imune em diferentes áreas do conhecimento. Serão ofertadas quarenta e oito vagas para estudantes de diferentes cursos de pós-graduação em saúde, como Patologia, Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa, Imunologia e Ciências da Saúde.

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LAPEC – Laboratório de Pesquisas Clínicas

A equipe do Laboratório de Pesquisas Clínicas (LAPEC) tem trabalhado com pacientes e contactantes destes, em áreas endêmicas de doenças tropicais e em um ambulatório especializado do Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos (HUPES/UFBA). A equipe é composta por pesquisadores que atuam nas áreas de clínica médica, imunologia, imunologia clínica e biologia molecular.

Estes pesquisadores desenvolvem atividades que se complementam com o trabalho dos seguintes pesquisadores:

– Lucas Carvalho, que trabalha principalmente na área da resposta imune inata, investigando o papel de fagócitos mononucleares no desenvolvimento da úlcera leishmaniótica, determinando vias inflamatórias na leishmaniose tegumentar Americana (LTA) relacionadas com as prostaglandinas e leucotrienos e na ativação do inflamassoma nas leishmanioses e nas reações hansênicas;

– Thiago Cardoso, atuando predominantemente na citotoxicidade mediada pelas células CD8, na identificação de marcadores imunológicos associados a patologia das leishmanioses e doenças de Chagas e na imunopatologia do carcinoma mamário canino;

– Edgar Carvalho, que atua na interface entre a resposta imune e a expressão clínica de doenças infecciosas, mecanismos imunológicos associados com proteção e dano tecidual e novas formas de tratamento na leishmaniose tegumentar, na infecção pelo HTLV-1 e nas reações hansênicas.

Estudantes
Alan rocha dos santosAlmério libório lopes de noronha filhoCarlos augusto oliveira junior
Gestão
Poliana de jesus dias da costa

Telefone: +55 (71) 3176-2357

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LAPEM – Laboratório de Patologia Estrutural e Molecular

O Laboratório de Patologia Estrutural e Molecular (LAPEM) desenvolve pesquisas relacionadas a:

a) Desenvolvimento tecnológico no diagnóstico de doenças hepáticas e renais, incluindo o desenvolvimento de um sistema computacional que permita o reconhecimento de lesões do fígado e do rim, possibilitando o estudo de associações clinicopatológicas em larga escala. O apoio à formação de novos patologistas e ao exercício diagnostico de Médicos Patologistas que atuam em áreas remotas do país.

b) Pesquisa de marcadores urinários de lesão e progressão de doenças glomerulares. Identificação de potenciais marcadores lesão e progressão de doenças glomerulares. Definimos parâmetros de lesão tubular renal relacionados com falência renal aguda, testamos a performance dos painéis utilizados para o diagnóstico de lesão renal aguda em pacientes com síndrome nefróti. Iniciamos estudos de proteômica para identificação marcadores para uso no diagnostico diferencial entre necrose tubular aguda e glomerulonefrite proliferativa.

c) Remodelamento tecidual em doenças infecciosas e crônico-degenerativas: Lida com a identificação de alterações estruturais associadas a processos degenerativos e inflamatório crônicos na esteato-hepatite não alcóolica e na leishmaniose visceral (LV). Inclui os projetos:

      i) LXPLEEN: Demonstramos a associação entre a desestruturação dos microambientes esplênicos e formas graves de LV. Caracterizamos os padrões histológicos de lesão e definimos o potencial papel de CXCL13, APRIL, BAFF e CCL12 no processo. Muitos desses estudos foram realizados em cães naturalmente infectados por L. Infantum. Recentemente temos utilizando modelos murinos de LV para estudo de mecanismo e material de pacientes com LV (colhido em necropsia ou bacos removidos de pacientes com formas graves da doença, refrataria a terapêutica convencional) para definir em que extensão esses dados podem ser generalizados para seres humanos.
     ii) LXAD: Demonstramos que a infecção com Leishmania inibe a adesão de fagócitos mononucleares ao tecido conjuntivo, o que potencialmente define o estabelecimento de lesões associadas a doença nos tecidos. Criamos um grupo multidisciplinar de adesão e migração celular que inclui outros laboratórios do IGM.
     iii) Fibrose portal e venopatia portal obliterativa: A fibrose portal é frequente em biópsias hepáticas e pode estar associada a hipertensão portal e insuficiência hepática. O interesse é avaliar a frequência dessa alteração e estudar células e mecanismos envolvidos na sua gênese, usando modelos experimentais.
     iv) Carcinomas primários de fígado (CPF): O carcinoma hepatocelular é frequente complicação de doenças inflamatórias crônicas hepáticas infecciosas (hepatites virais) e não infecciosas (esteato-hepatite). Coordenamos um grupo multidisciplinar para determinar sua frequência em transplantes hepáticos, definir causas e caracterizar os aspectos morfológicos e vias moleculares implicadas em sua patogênese.
     v) Esteato-hepatite não alcoólica (EHNA): EHNA é a doença hepática mais prevalente no mundo ocidental. Participamos de um grupo multidisciplinar cujo objetivo é utilizar material de biópsias para investigar mecanismos envolvidos na patogênese da EHNA. Dispomos de um modelo experimental que reproduz as alterações morfológicas hepáticas, inclusive o desenvolvimento de carcinomas hepáticos.

d) Produção de insumos para diagnóstico e imunoterapêutica de doenças infecciosas: Inclui os seguintes projetos:

     i) Desenvolvimento de imunoterápico de última geração contra leishmaniose visceral canina: Produção e avaliação de proteínas recombinantes caninas (IL-12, IL-2, IL-7, IL-15 e receptor solúvel de IL-10) com potencial para induzir resposta imune e de memória imunológica em cães.
     ii) INCTDV-Instituto Nacional de Ciências e Tecnologia para o Desenvolvimento de Vacinas (MCTI/CNPq/CAPES/FAPs no.16/2016), cujo objetivo é avaliar o impacto da imunoprofilaxia canina induzida com vacinas produzidas em condições BPL em prevenir a transmissão de infantum em área endêmica.
     iii) Desenvolvimento de um ensaio de QuantiFERON modificado para utilização em cães com suspeita de LV.
     iv) Terapêutica da gengivite crônica: determinar a eficácia de formulações contendo o imunógeno gingipaína de P. gingivalis em adjuvantes) e de novas drogas em eliminar patógenos orais anaeróbicos gram-negativos, em macacos rhesus com periodontite crônica. v) Produção proteínas recombinantes Tax, HBZ e HBZ-SI do HTLV-1 e avaliação da resposta de seres humanos com a infecção viral e desenvolvimento de fármacos capazes de inibir a transativação gênica induzida por Tax. vi) ZikAlliance:  Produção de proteínas recombinantes do vírus da Zika (proteína do envelope-E, NS1, NS3 e NS5) e avalição da resposta imune humoral e celular (T CD4 e T CD8) frente a essas proteínas em indivíduos com a infecção.

Estudantes
Leonardo cardoso gomes baqueiroLuíza pessôa do nascimento andradeMona eduardo kimpi kivana Paula brito martinsReginaldo brito dos santos junior
Rodrigo antonio vieira guedesThiago martins oliveiraVitória brito fontoura lima
Gestão
Patricia ramos reboucas
Apoio Técnico-Científico
Ane maria da conceição santos

Telefone: +55 (71) 3176-2262
E-mail: @bahia.fiocruz.br

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LAIPHE – Laboratório de Interação Parasito-Hospedeiro e Epidemiologia

As linhas de pesquisa da equipe proposta para o Laboratório de Interação Parasito-Hospedeiro e Epidemiologia (LaIPHE) têm, como eixo central, as doenças negligenciadas causadas por Tripanossomatídeos. Envolvendo esse tema, o laboratório propõe uma abordagem interdisciplinar, agregando subáreas de concentração sobre a Interação Parasito-Hospedeiro, Epidemiologa, desenvolvimento de novas ferramentas para diagnóstico, além da identificação de novos alvos terapêuticos e profiláticos (tratamento).

Os principais alvos de interesse do grupo são as populações humanas e caninas acometidas por essas enfermidades. Os modelos experimentais de infecção in vivo e in vitro também serão empregados para definir os mecanismos envolvidos no achado dos estudos epidemiológicos. Neste sentido, a proposta para o LaIPHE é que as diferentes áreas de atuação sejam complementares, permitindo uma maior abrangência, bem como uma maior otimização, dos estudos sobre as suas linhas de pesquisa.

Na linha de pesquisa sobre a Interação Parasito-Hospedeiro, o LaIPHE pretende abordar os mecanismos de fagocitose e autofagia, além do envolvimento da imunidade inata e adaptativa, bem como da migração celular, imunomodulação e imunopatogênese destas doenças. Ademais, o grupo tem interesse no efeito de co-morbidades e na identificação de biomarcadores para estas doenças.

Além disso, pretende-se atuar na epidemiologia destas doenças, através da identificação de fatores determinantes na transmissão e disseminação, além da avaliação de medidas de controle e desenvolvimento de novos métodos de diagnóstico, que também é de interesse do LaIPHE, através da Identificação de novos antígenos, geração de novas ferramentas e validação do potencial para diagnóstico.

Por fim, para tratamento, o laboratório pretende identificar novos alvos, investigar diferentes esquemas de administração e entrega de fármacos, bem como seus mecanismos de ação.

Telefone: +55 (71) 3176-2273
E-mail: isabele.coelho@terceirizado.bahia.fiocruz.br

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LPCT – Laboratório de Pesquisa Clínica e Translacional

Nossos objetivos:

  • Estabelecer um ambiente de pesquisa multidisciplinar, onde pesquisadores clínicos e básicos possam colaborar na investigação de doenças relevantes para a região da Bahia e do Brasil.
  • Promover a realização de estudos clínicos que visem à avaliação de novas terapias, abordagens diagnósticas e intervenções preventivas para doenças endêmicas e emergentes.
  • Realizar pesquisas translacionais que permitam a transferência de descobertas científicas para aplicações práticas na saúde pública.
  • Estabelecer parcerias nacionais e internacionais para fortalecer a colaboração científica e o intercâmbio de conhecimento.

Nossas Linhas de Pesquisa:

  • Estudos epidemiológicos e de vigilância de doenças endêmicas da região.
  • Desenvolvimento e avaliação de novas terapias farmacológicas e não farmacológicas para doenças crônicas e doenças transmitidas por vetores.
  • Investigação de biomarcadores e abordagens diagnósticas inovadoras para doenças infecciosas.

Nossas Parcerias e Colaborações

Para maximizar o impacto da pesquisa clínica e translacional, buscamos estabelecer parcerias e colaborações com outras instituições de pesquisa, hospitais, centros de referência e órgãos governamentais locais e nacionais. Através dessas parcerias, poderemos compartilhar conhecimentos, recursos e experiências, além de fortalecermos a capacidade de conduzir estudos multicêntricos, ampliando o alcance das pesquisas.

Nossa infraestrutura: O Laboratório de Pesquisa Clínica e Translacional é equipado com instalações modernas e adequadas para a realização de estudos clínicos, incluindo áreas de coleta de dados, salas de exames, laboratórios de análises clínicas e espaços para a realização de procedimentos específicos.

O laboratório conta com: (i) unidade de pesquisa clínica (Instituto de Pesquisa Clínica e Translacional, atrelado ao consórcio RePORT International e que conta com parceria com várias instituições, incluindo Fundação José Silveira, Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Faculdade ZARNS, Universidade Federal do Rio de Janeiro e Fundação de Medicina Tropical do Amazonas). (ii) unidade de laboratório seco, com infraestrutura completa para análise de dados completos, além de uma coordenação de estudos clínicos; (iii) unidade de laboratório experimental, com bancadas de experimentação e sala de cultura de células, equipamentos de última geração para realização de experimentos em patologia, imunologia e biologia molecular; (iv) unidade administrativa para dar suporte aos diversos projetos e programas científicos nacionais e internacionais do grupo.

Nossa equipe: Dr. Bruno Andrade é o responsável pela estruturação da unidade de pesquisa clínica, realização de estudos com pacientes, incluindo as questões regulatórios e de implementação. O pesquisador tem larga experiência na coordenação de consórcios multicêntricos de estudos clínicos. Dr. Artur Queiroz coordena a unidade de laboratório seco, incluindo ao manejo, preparação e análise de dados, oriundo tanto dos estudos clínicos, experimentais ou in silico. Dra. Valéria Borges e Dra. Camila de Oliveira coordenam a unidade de laboratório molhado, onde são desenvolvidas as iniciativas envolvendo modelos celulares e animais, empregando diversas tecnologias. As duas cientistas possuem histórico de publicações relevantes nestas áreas. Por fim, Dr. Andrade e sua equipe adjunta são responsáveis pela unidade administrativa, executando o gerenciamento e monitoramento dos projetos, com uma importante participação em aplicações para financiamento internacionais, o que representa grande parcela do suporte financeiro do LPCT.

O Laboratório de Pesquisa Clínica e Translacional (LPCT) na Fiocruz Bahia fortalecerá o compromisso da instituição com a pesquisa de excelência e a melhoria da saúde pública. A unidade recém-criada poderá avançar na compreensão das doenças endêmicas e emergentes da região, bem como na busca por soluções inovadoras que beneficiem diretamente a população.

Equipe: Temos uma equipe multidisciplinar, composta por pesquisadores clínicos, cientistas básicos, estatísticos, enfermeiros, técnicos de laboratório e profissionais de apoio administrativo.

Financiamento: Buscamos recursos por meio de parcerias com agências de fomento, órgãos governamentais e instituições privadas, além de concorrer a editais específicos para pesquisa clínica e translacional.

Estudantes
Eduardo fukutani rochaElise eduarda dos santos britoJúlia alves de santanaKlauss villalva serra júnior
Rafael brito coelhoTaylla dos santos costa
Gestão
Daiane fonseca da silva
Apoio Técnico-Científico
Adorielze regina macedo leiteDayse de jesus liraElen azevedo da costa
Francys andreina avendaño rangelGabriela agra duarteJéssica lobo da silva
Laís cambuí gusmão Vitor cordeiro pereira
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MeSP2 – Medicina e Saúde Pública de Precisão

O Centro de Medicina e Saúde Pública de Precisão visa fornecer soluções avançadas em saúde que possam ser incorporadas ao SUS. As linhas de pesquisa do MeSP2 listadas a seguir são voltadas para doenças inflamatórias e infecciosas:

1.Vigilância
2.Patologia e patogênese
3.Vacinas e terapias

Na vigilância, as abordagens serão em biomarcadores, genômica e saúde digital. A vigilância digital envolve o uso de grandes bases de dados do SUS para monitorar/identificar surtos e estudar aspectos relacionados à vacinação, como efetividade e eventos adversos. A vigilância genômica envolve o monitoramento de microrganismos/diversidade genética de patógenos para prever e controlar epidemias, além do uso de biomarcadores para a vigilância.

Na linha de patologia e patogênese de doenças inflamatórias e infecciosas o objetivo é ampliar o conhecimento sobre parasitoses e infecções virais emergentes e reemergentes, e suas consequências. São investigados mecanismos; as relações das manifestações clínicas com as variações genômicas de patógenos e do hospedeiro; biomarcadores de diagnóstico e prognóstico serão buscados utilizando ferramentas de saúde digital para estudar a doença.

Na linha de vacinas e terapias, as abordagens incluem a identificação de mecanismos e genômica para identificar alvos e usar ferramentas precisas na obtenção de candidatos. Incluem também estudos de biomarcadores e saúde digital para identificar características populacionais associadas a menor resposta vacinal e sob risco de agravamento.

A integração dessas linhas de pesquisa permitirá a identificação de alvos terapêuticos e biomarcadores promissores usando abordagens multi-OMICS (ex. RNAseq, metabolômica, proteômica) com potencial de aprimorar a precisão dos tratamentos e diagnósticos; desenvolvimento de metodologias de engenharia genética (CRISPR-Cas) aplicada ao tratamento de doenças infecciosas e parasitárias, que envolve a modificação do material genético de microrganismos para combater doenças específicas a partir de alvos identificados nos estudos de mecanismo, biomarcadores e genética; a identificação (ex. imunologia de sistemas) e caracterização (ex. microarranjo de peptídeos) de epítopos vacinais, a partir de informação genotípica do hospedeiro (MHC, TCR, BCR do hospedeiro) e do microorganismo (genoma), que podem ser alvo de resposta imunológica protetora e permitir o desenvolvimento de vacinas mais eficazes.

Essas abordagens multidisciplinares desenvolverão a medicina e a saúde pública, proporcionando diagnósticos mais precisos, tratamentos eficazes e medidas de prevenção assertivas e abrangentes.

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Cidacs seleciona pesquisador para pós-doutorado em análise de dados e políticas sociais

A plataforma “Coorte de 100 milhões de Brasileiros”, uma das frentes de pesquisa do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde do Instituto Gonçalo Moniz (Cidacs/IGM/Fiocruz), está selecionando um pesquisador para realizar pós-doutoramento no centro. O pesquisador selecionado contará com a colaboração e orientação de pesquisadores da própria instituição e de entidades vinculadas ao projeto, como a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a University of Glasgow. Os interessados deverão enviar currículo e os documentos requisitados para o e-mail cidacs@bahia.fiocruz.br, até o dia 9 de março.

Acesse o edital completo aqui.
Projeto disponível aqui.

Um dos objetivos do projeto é analisar o impacto de políticas sociais na saúde infantil por meio de dados censitários e do Cadastro único (CadÚnico). O projeto visa analisar as desigualdades em saúde e seus determinantes socais no Brasil e avaliar o impacto de políticas sociais a partir de dados governamentais. O selecionado poderá receber uma bolsa de até R$ 6.000,00, de acordo com a experiência do candidato. O período do projeto é de 12 meses.

Para participar do processo seletivo, os candidatos devem ter feito doutorado há menos de sete anos em Epidemiologia, Estatística ou Economia. É necessário ainda ter conhecimento teórico e prático em bases de dados censitários, índices de pobreza/desigualdade e ser capaz de avaliar políticas sociais, compreender desigualdade em saúde e métodos de avaliação de impacto. Para o trabalho prático, é preciso experiência em uso de software para análise de dados científicos (R ou Stata), além de inglês intermediário a fluente ou domínio elementar da Língua Portuguesa, caso o candidato seja estrangeiro.

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