Pesquisa avalia impactos dos desastres naturais na saúde em meio à pandemia da Covid-19, em Moçambique

Um estudo analisou o impacto dos desastres naturais e da pandemia de Covid-19 no contexto da saúde pública em Moçambique, um dos países mais pobres e desiguais do mundo. O trabalho faz parte da tese de doutorado realizada no Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA), pelo estudante moçambicano Vánio Mugabe, sob a orientação de Guilherme Ribeiro, pesquisador da Fiocruz Bahia e professor da UFBA. Os resultados foram publicados no BMJ Global Health.

Os pesquisadores analisaram dados sobre danos (patrimoniais, econômicos, ambientais e número de pessoas afetadas, feridas e mortas) causados pelos ciclones Idai e Kenneth, que afetaram as regiões centro e norte de Moçambique, em 2019. Adicionalmente, examinaram a frequência de doenças diarreicas (incluindo cólera), malária e desnutrição nos habitantes dos distritos mais afetados pelas catástrofes, nas Províncias de Sofala e Cabo Delgado.

As duas províncias também têm sofrido grande impacto social e sanitário, tendo que lidar com o acolhimento de mais de 700.000 pessoas que vivem em extrema vulnerabilidade, deslocadas de seus domicílios como resultado das catástrofes climáticas e de violentos ataques terroristas que assolam a província de Cabo Delgado desde 2017.

No artigo, os pesquisadores relatam que os ciclones Idai e Kenneth foram os mais mortíferos e destrutivos da história de Moçambique, tendo atingido o país três anos após a pior seca registrada em três décadas, dois anos após o início dos ataques terroristas na região norte e um ano antes da pandemia de Covid-19. De acordo com os dados do artigo, os ciclones causaram enormes danos, que incluem perdas agrícolas, destruição de infraestruturas, ativos e meios de subsistência e deixaram quase 2,2 milhões de pessoas necessitando de ajuda humanitária, além daqueles que já precisavam de ajuda após a seca anterior. Por um longo período, as estradas foram danificadas, os serviços de telecomunicações e energia foram interrompidos e o acesso a serviços de saúde ficaram limitados. 

De acordo com o artigo, a interrupção dos serviços básicas de abastecimento de água, saneamento e higiene (WASH), aumentou o risco de transmissão de doenças infecciosas, com destaque para cólera que afetou 6.773 pessoas em Sofala (taxa de ataque de 571,4/100,00 habitantes) e 346 em Cabo Delgado (taxa de ataque de 105,5/100,00 habitantes). A perda da safra aumentou o problema de insegurança alimentar que já assolava o país.

A pesquisa aponta ainda que a pandemia da Covid-19 exacerbou a crise humanitária, sobrecarregando ainda mais o sistema de saúde que já era deficiente, mediante o aumento de taxas de morbidade e mortalidade de outras doenças que competem com a Covid-19 para diagnóstico e atendimento. Quase dois anos após a passagem dos ciclones de Idai e Kenneth em Moçambique, muitas famílias ainda sofriam com a escassez de alimentos e falta de acesso à moradia adequada e água potável.

Diante do cenário desafiador e da necessidade de uma resposta de saúde pública eficaz, os pesquisadores apresentaram estratégias de enfrentamento, como treinamento contínuo do pessoal de saúde, melhoria dos sistemas de vigilância, monitoramento e fortalecimento do programa de vacinação nacional. Os autores também apontaram a importância da união de esforços, em níveis nacional e global, de partes interessadas da saúde e outros setores, para lidar de forma contínua com os desafios de saúde pública que Moçambique enfrenta.

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18ª edição da SNCT será realizada entre os dias 4 e 8 de outubro, de forma virtual

‘A transversalidade da ciência, tecnologia e inovação para o planeta’ é o tema da 18ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia que acontece de forma virtual, entre os dias 04 e 08 de outubro. Com intuito de reforçar a importância da saúde, preservação do nosso planeta e a defesa da ciência, o evento é voltado a toda à comunidade, em especial jovens e pesquisadores.

Para fortalecer os debates acerca de temas como políticas públicas, desigualdades de gênero, compromisso social da ciência, vacinas para a Covid-19 e divulgação científica, a Fiocruz Bahia irá realizar quatro painéis temáticos, entre os dias 05 e 08 de outubro, que contarão com a participação de pesquisadores da instituição e profissionais com importante atuação em cada uma das áreas relacionadas. 

A coordenadora geral da SNCT na Bahia e vice-diretora de Ensino da Fiocruz Bahia, Claudia Brodskyn explica que, durante o evento, serão abordados aspectos ligados a pesquisas que afetam diretamente as políticas públicas nas Ciências, enfatizando tópicos de gênero e a presença das mulheres nas Ciências Exatas. 

“Além disso, discutiremos temas ligados ao empreendedorismo em populações das comunidades de Salvador, mostrando como estas iniciativas podem de fato, modificar a vida de muitos dos seus moradores. Aspectos climáticos e todas as questões em torno das grandes mudanças observadas nos últimos anos serão apresentados e debatidos. Apresentaremos também a importância das vacinas, e como a tecnologia e a ciência responderam rapidamente a esse desafio durante a pandemia”, comenta a pesquisadora.

A diretora da Fiocruz Bahia, Marilda de Souza Gonçalves, considera oportuno discutir esta temática no atual contexto de pandemia. “Pensar a transversalidade da CT&I nunca foi tão importante como neste momento de crise na saúde que estamos vivenciando com a Covid-19. Na pandemia, o mundo pode perceber o impacto direto da ciência e da tecnologia nas diversas áreas da nossa vida. Fomos capazes de dar uma resposta à população, como o desenvolvimento de vacinas e a produção de conhecimento que embasam políticas públicas, que auxiliam no controle da doença”.

Pelo segundo ano consecutivo os painéis e oficinas acontecerão virtualmente, obedecendo às restrições impostas pela pandemia da Covid-19. As inscrições seguem abertas através do site e os ouvintes terão direito a certificado de participação. A programação poderá ser acompanhada, ao vivo, no Youtube da Fundação Oswaldo Cruz, das 9h às 21h.

No dia 05 de outubro, ocorrerá o primeiro painel temático ‘Ciência e Saúde: Políticas Públicas, Desigualdades e Gênero’. No dia 06, será realizado o painel intitulado ‘Divulgação Científica na Fiocruz Bahia’ e no dia 07 acontece a palestra  ‘Compromisso Social da Ciência: Inovação na Comunidade’. Em 8 de outubro, o painel ‘Vacinas para a Covid-19’ encerra a programação local. Todos os encontros serão realizados no horário das 9h às 11h.

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Manifestações clínicas, achados laboratoriais e resposta imune de pacientes com Zika é tema de tese

Autoria: Antônio Carlos de Albuquerque Bandeira
Orientação: Maria Fernanda Rios Grassi
Título da tese: “PERFIL CLÍNICO-LABORATORIAL E DA IMUNIDADE CELULAR DE PACIENTES COM INFECÇÃO AGUDA PELO VÍRUS ZIKA (ZIKV)”.
Programa: Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa
Data de defesa: 1º/10/2021
Horário: 15h00
Local: Sala virtual do Zoom

RESUMO

Introdução: As manifestações clínicas e laboratoriais da infecção pelo vírus da Zika (ZIKV) eram desconhecidas quando a doença passou a ser identificada no Brasil em 2015. Os relatos clínicos eram baseados em pequenas séries de casos e o diagnóstico de ZIKV era baseado em técnicas sorológicas que apresentavam reação cruzada com anticorpos anti-vírus da Dengue (DENV). Além disso era necessário caracterizar a resposta imune celular em pacientes com quadros agudos de ZIKV, muito pouco estudada até o início do presente estudo. Objetivo: Descrever as manifestações clínicas, os achados laboratoriais, e a resposta imune celular de pacientes com infecção aguda pelo ZIKV. Metodologia: Foi realizado um estudo descritivo clínico de corte transversal com pacientes selecionados em um pronto atendimento na cidade de Salvador. Foram avaliados sequencialmente os pacientes com quadro sugestivo de infecção viral aguda entre 27 de maio de 2015 e 31 de agosto de 2017. O diagnóstico de ZIKV foi baseado na positividade ao rt-PCR no sangue ou urina ou saliva. Os pacientes também foram avaliados para infecção por Dengue ou Chikungunya (CHIKV) através do rt-PCR. Foi aplicado questionário para coleta de informações clínicas e laboratoriais. A fim de avaliar a resposta imune celular específica ao ZIKV, células mononucleares do sangue periférico (PBMC) foram obtidas de alguns pacientes no momento da inclusão no estudo (fase 1, P1) e após 15 dias (fase 2, P2). A partir do PBMC, foi avaliada a produção de interferongama em resposta a peptídeos recobrindo as proteínas do ZIKV, DENV e CHIKV por ELISPOT. A avaliação da assinatura imunológica dos linfócitos T foi realizada por citometria de massa (Cytof), utilizando um painel de 40 anticorpos. Resultados: Foram incluídos 78 pacientes no estudo clínico, sendo 66,7% do sexo feminino e média de idade de 38 anos. Os achados clínicos mais frequentes foram mialgia, artralgia e febre baixa. A análise laboratorial demonstrou níveis normais de hematócrito, plaquetas e enzimas hepáticas.. No estudo da resposta imune celular foram incluídos 29 indivíduos: 11 infectados por ZIKV, 11 por CHIKV, e 7 doadores de sangue como controles. Três dos 11 pacientes com ZIKV (27,3%) tiveram uma resposta de células T detectável aos peptídeos do ZIKV (C, NS2A, NS4A e NS5). A magnitude média das respostas anti-ZIKV foi de 89 SFC / 106 PBMC [IQR: 79-156]. NS5 foi a proteína imunodominante que foi reconhecida na maioria dos respondendores (5/9, 55,6%). Para análise de linfócitos T CD4 + a proporção de células que expressaram IFN-gama foi significativamente maior em todas as subpopulações de TCM, memória efetora (TEM) (CD45RA-CD27 + CCR7-) e memória de transição (TTM) (CD45RA-CD27 + CCR7-) de pacientes na fase P1 em comparação a fase P2 e controles saudáveis (p <0,005). Para o perfil de linfócitos T CD8 +, expansão das subpopulações TN, TCM, TEM, TEMRA e menor proporção da subpopulação TTM foram observados nos pacientes na fase P1 em comparação a controles saudáveis. Os pacientes na fase P2 exibiram uma proporção menor das subpopulações TEM e TEMRA em comparação com pacientes na fase P1. Conclusão. Os pacientes com ZIKV apresentarm manifestações clínicas leves e inespecíficas, com uma resposta imune celular de baixa intensidade e dirigida predominantemente para antígenos não-estruturais.
Palavras-Chave: Zika; manifestações clínicas; resposta imune celular; Elispot; citometria de massa.

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Mortalidade na infância: estudo mostra que Bolsa Família reduziu 16% dos casos

Por Karina Costa

Mais de 5,2 milhões de crianças morreram antes que pudessem completar cinco anos no Brasil, entre 2006 e 2015. Esse número poderia ser ainda maior caso não houvesse programas de transferência de renda, como Bolsa Família, que ajudou a reduzir em 16% a mortalidade nessa faixa etária. Essa é a conclusão do estudo realizado usando métodos estatísticos e big data, no Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia). O resultado foi publicado nesta terça-feira, 28 de setembro, na revista PLOS Medicine.

Os pesquisadores compararam os municípios de alta e baixa renda e entre aqueles onde há bons índices de administração de políticas sociais, assim como crianças nascidas prematuras e de diferentes grupos étnico-raciais. Foi feita a observação de mais de 6 milhões de crianças em todo o Brasil e concluiu que quanto mais pobre e melhor a administração do programa no município, maior o seu efeito em reduzir mortalidade de crianças entre 1 e 4 anos.  De acordo com o estudo, esses pequenos são em maioria crianças que nasceram prematuras, filhas de mulheres negras e que nasceram em lugares em que a faixa de renda foi considerada muito baixa. Ou seja, local de nascimento, raça e prematuridade já determinam o curto tempo de vida dessas crianças.  

Aos mais velhos, está na memória que a mortalidade infantil já estampou muitas matérias na década de 1990. Por causas evitáveis, muitas famílias mais pobres perderam suas crianças. Mas o Brasil reagiu. De lá para cá, até 2018, a taxa de mortalidade de menores de cinco anos diminuiu 67% por cento, de 52 para 14 mortes por 1000 nascidos vivos. E assim, cumpriu a meta 4 dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da Organizações das Nações Unidas (ODS/ONU). Ainda assim, entre 2006 e 2015, mais de 5,2 milhões de crianças não completaram essa fase indo a óbito antes. 

As pesquisadoras associadas ao Cidacs/Fiocruz Bahia, Dandara Ramos e Nívea Bispo, lideram o estudo, e Dandara explica como obteve os resultados. Ramos explica que criou um estudo em que comparou dois grupos, os que recebiam o benefícios, e aqueles que estavam em condições semelhantes de pobreza, número de filhos, mas seja por falta de um documento, por preencher o documento de forma inadequada ou porque possuem uma renda de até 20 ou 30 reais a mais não foram contempladas.  Comparando os dois, ela pôde avaliar o impacto da transferência de renda. 

“Esse artigo é parte de um grande projeto do Cidacs/Fiocruz Bahia dedicado a avaliar o impacto de políticas sociais na saúde materno-infantil. Aqui, nosso foco foi dedicado ao impacto do PBF na sobrevivência de crianças entre 1 e 4 anos de idade. Para conseguir analisar o impacto do programa foi preciso aplicar o que chamamos de métodos quase-experimentais, com isso conseguimos balancear as diferenças entre os grupos ao ponto de garantir que qualquer diferença na mortalidade das crianças beneficiárias e não beneficiárias fosse resultado do PBF, e não de outras diferenças ou vieses entre esses grupos”. 

Um recorte importante do estudo foi analisar se o efeito do programa era o mesmo em subgrupos específicos. “O que encontramos foi um efeito maior do programa entre crianças nascidas prematuras, logo mais vulneráveis e sob maior risco de mortalidade, o que indica que receber a renda condicionada e a maior proximidade com os serviços de saúde ocasionada pelo PBF é ainda mais intensa para crianças prematuras que recebem do que aquelas que não recebem o benefício”, destacou Ramos. O mesmo resultado foi encontrado para crianças pretas, dentre as quais o impacto do PBF foi mais intenso do que para a população geral e do que para crianças pretas não beneficiárias. “Um achado muito importante, considerando os conhecidos impactos negativos do racismo na saúde da população negra no Brasil”, lembra a pesquisadora. 

Por anos, a mortalidade infantil foi um problema muito evidente no país, evidenciando desafios para o desenvolvimento e enfrentamentos das iniquidades em saúde – conceito utilizado para definir mortes e doenças evitáveis. Com essa redução, o Brasil segue desde o final dos anos 1990 em um percurso de redução da mortalidade que é, conforme atestam os dados, impulsionado com programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.  

A inovação por trás do estudo: o Cadastro Único e Big Data

O Cadastro Único (CadÚnico) é um  cadastro populacional para a obtenção de benefícios sociais no Brasil e existe desde 2006. Lá estão informações de mais de 117 milhões de brasileiros.  Esses  dados foram coletados quando um(a) cidadã (o) busca um benefício social, seja ele o Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, e outros 23 programas sociais integravam o cadastro até 2019.

 No Cidacs, esse cadastro é matéria prima para os estudos da Coorte de 100 Milhões de Brasileir@s. Uma Coorte é um conjunto de informações para estudos ao longo do tempo, que em Saúde Coletiva, se denomina estudo longitudinal. Para que a pesquisadora Dandara Ramos pudesse ter acesso a esses dados, o Cidacs conseguiu a concessão do antigo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), e  nossos cientistas de dados elaboraram os conjuntos de dados,  denominados tecnicamente de datasets, de acordo com as variáveis (informações) que a pesquisa demanda para responder as perguntas.

Robespierre Pita, criador do primeiro algoritmo de integração do Cidacs, explica o desafio para compor a linha do tempo que serve de eixo para as análises da Coorte não foi pequeno, trata-se do resultado de inúmeras inovações, pois não existe outro estudo com amostra tão robusta. Para cada indivíduo no CadÚnico, existem 200 colunas de informações. Ou seja, entra-se na ordem dos bilhões os registros a serem considerados e é pra isso que se convoca estratégias de big data. “Essas bases são administrativas, ou sejam, não foram feitas para a pesquisa e por isso precisam passar por uma fase de preparação”, explica o pesquisador.

Os profissionais do Núcleo de Produção de Dados (NPD) têm que lidar com o fato de que a cada nova versão e atualização do Cadastro Único, surgem novas variáveis, novas formas de preenchimento de uma mesma informação. Como criar uma linha contínua quando quantidade de colunas e linhas vão mudando e ganhando nomes diferentes? Foi preciso fazer seleções, excluir, definir o que realmente era importante e assim harmonizar as bases.

Parece muito técnico? É que para saber se um programa social impacta ou não na incidência de doenças ou mesmo num desfecho como a morte, é necessário fazer esse alinhamento ao longo do tempo. E assim saber contar a história das Donas Marias, dos seus filhos e netos, que ao longo do tempo precisaram de benefícios sociais. E eis que surge um novo desafio: nesse período, o beneficiário pode ter sido empregado e deixou de receber e ficou fora do programa. Portanto, trata-se de uma coorte dinâmica, esses indivíduos se separam, empregam-se, ganham novos filhos, netos, casam-se. “Tudo isso tem que ser considerado em um estudo de observação longitudinal”, explica Pita. 

Ramos D, da Silva NB, Ichihara MY, Fiaccone RL, Almeida D, Sena S, et al. (2021) Conditional cash transfer program and child mortality: A cross-sectional analysis nested within the 100 Million Brazilian Cohort. PLoS Med 18(9): e1003509. https://doi.org/10.1371/journal.pmed.1003509

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Websérie | Leishmaniose | Episódio 6

No vídeo “LeishDerm”, a pesquisadora da Fiocruz Bahia, Patrícia Veras, fala sobre a nanoformulação para tratamento tópico da leishmaniose tegumentar ou cutânea que seu grupo de pesquisa desenvolve. A Fiocruz Bahia produziu uma websérie sobre as principais pesquisas realizadas na instituição. Os vídeos, publicados semanalmente nas redes sociais, estão divididos em 9 temas: arbovirose, big data, câncer, células-tronco, doença de Chagas, doença falciforme, helmintíase, HTLV, leishmaniose e tuberculose.

As gravações tiveram início em 2019, por isso a maioria das entrevistas foram realizadas antes da pandemia.

Confira!

 

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Boletim aponta 11% de atraso na segunda dose da vacina da Covid-19 no Brasil

Nesta terça-feira (28/09), foi lançado o primeiro boletim do VigiVac da Fiocruz, projeto que visa acompanhar a efetividade das vacinas contra a Covid-19 utilizadas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) no Brasil. A análise apontou uma taxa nacional de atraso na vacinação da segunda dose de 11%, até o dia 15 de setembro. Clique aqui para acessar.

As informações estão disponíveis no Painel de Atraso de Segunda Dose de Vacina, desenvolvido para acompanhar o cumprimento do esquema vacinal proposto e avaliar o plano de vacinação, podendo auxiliar os gestores no esforço para atingir a vacinação ideal. Os dados são atualizados semanalmente e podem ser visualizados de forma interativa, nos âmbitos municipal e estadual, por tipo de vacina. O objetivo do painel é apoiar os gestores a identificar municípios que precisam de suporte para acelerar a vacinação da segunda dose.

Para as análises foram considerados apenas os indivíduos que tomaram a primeira dose e que ainda não tomaram a segunda. Foram categorizadas como indivíduos em situação de atraso vacinal os que ainda não tomaram a segunda dose após 14 dias da data prevista. A taxa de atraso para a AstraZeneca é de 15%, da Coronavac é de 32% e da Pfizer 1%. O boletim ressalta que a vacinação com Pfizer é mais recente e, comparada com as outras vacinas, existem ainda poucos casos possíveis de atraso de segunda dose.

Os pesquisadores destacam que o atraso da segunda dose pode comprometer seriamente a efetividade das vacinas no país, por isso é de extrema importância realizar este monitoramento para promover ações que atuem de forma assertiva na resolução do problema. A proteção contra Covid-19 só é adequada após a vacinação completa, com duas doses. Apenas a vacina da Janssen é aplicada em dose única.

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Vacina da Pfizer continua eficaz contra Covid-19 após 6 meses, aponta estudo

Uma pesquisa avaliou, ao longo de 6 meses, a segurança e eficácia da vacina contra a Covid-19 da Pfizer em adolescentes e adultos que receberam duas doses do imunizante. O estudo randomizado duplo cego, em que nem os participantes nem os pesquisadores sabem quem recebeu a vacina ou o placebo, acompanhou 44.165 indivíduos com 16 anos ou mais, dos Estados Unidos, Argentina, Brasil, África do Sul, Alemanha e Turquia. Também participaram 2.264 pessoas de 12 a 15 anos, dos Estados Unidos. 

Até março de 2021, dos 42.094 participantes com doze anos ou mais que não tinham evidência de infecção anterior por SARS-CoV-2, 927 tiveram Covid-19 após a segunda dose, destes 77 tinham recebido a vacina e 850 placebo, o que corresponde a uma eficácia de 91,3% do imunizante.

Os resultados do trabalho foram publicados no periódico The New England Journal of Medicine, em 15 de setembro. No Brasil, o estudo foi coordenado por Edson Moreira, pesquisador da Fiocruz Bahia. De acordo com o artigo, a vacina “apresentou um perfil de segurança favorável e foi altamente eficaz na prevenção da Covid-19”. As análises fazem parte de um protocolo de monitoramento da segurança e eficácia do imunizante por 2 anos após a segunda dose para os participantes que receberam a vacina durante o estudo, e por 18 meses após a segunda dose para os que receberam placebo e foram vacinados depois do desbloqueio do sigilo.

Resultados

Entre o 11º dia após a primeira dose até o recebimento da segunda, a eficácia foi de 91,7%, alcançando o pico 2 meses após a segunda dose, com 96,2%. Depois de 4 meses a proteção foi de 90,1% e em 6 meses reduziu para 83,7%. Os dados também apontam que a eficácia do imunizante foi maior no grupo de pessoas com evidência de infecção anterior pelo SARS-CoV-2. Tiveram a forma grave da doença 31 participantes, destes 30 eram receptores de placebo, o que representa 96,7% de eficácia contra a Covid-19 grave. Embora a eficácia da vacina tenha sido ligeiramente inferior nos países da América Latina, o imunizante teve uma eficácia de aproximadamente 86% na Argentina e no Brasil.

A variante Beta, dominante na África do Sul durante o período da pesquisa, foi a que teve maior neutralização pelo imunizante. Nove casos de Covid-19 foram observados em participantes sul-africanos sem evidência de infecção anterior pelo vírus, todos tinham recebido placebo, correspondendo a uma eficácia de 100%. “A avaliação da eficácia da vacina contra variantes do SARS-Cov-2, incluindo a variante Delta, poderá ser realizada até o final do acompanhamento”, explica Edson Moreira. 

No texto, os autores relatam que nenhum novo problema de segurança, bem como de eventos adversos atribuídos à vacina foram identificados. Os eventos adversos variaram de leve a moderado, com poucos eventos graves. As principais reações adversas relatadas no artigo foram a diminuição de apetite, letargia, astenia, mal-estar, suores noturnos e hiperidrose. Não houve caso de miocardite. 

 

 

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Persistência da esquistossomose em bairro de Salvador é analisada em dissertação

Autoria: Fernanda Mac-Allister da Silva Carvalho Cedraz
Orientação: Lúcio Macedo Barbosa
Título da dissertação: “AVALIAÇÃO DOS FATORES ENVOLVIDOS NA PERSISTÊNCIA DA ESQUISTOSSOMOSE E A INFLUENCIA DE INTERVENÇÕES ESTRUTURAIS EM UMA COMUNIDADE DE SALVADOR, BAHIA EM DOIS ANOS CONSECUTIVOS
Programa: Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa
Data de defesa: 15/10/2021
Horário: 10h00
Local: Sala virtual do Zoom

RESUMO

INTRODUÇÃO: A rápida urbanização no Brasil é caracterizada pela migração desordenada de pessoas das áreas rurais para as urbanas, produzindo comunidades aglomeradas com saneamento básico precário. Saramandaia, um bairro urbano que reporta casos de esquistossomose, éuma comunidade marcada pela presença de hortas onde o trabalho exige o contato direto com águas superficiais. Recentemente, a prefeitura removeu essas hortas e córregos próximos, com o intuito de diminuir o número de casos. OBJETIVO: Avaliar os fatores que contribuem para a persistência da esquistossomose e a influência de intervenções estruturais no bairro de Saramandaia, bem como, descrever os dados sociodemográficos e ecológicos, identificar as características epidemiológicas associadas a infecção e avaliar os impactos das medidas de intervenção na estrutura genética da população de S. mansoni nessa mesma comunidade nos anos de 2018 e 2019.METODOLOGIA: Em 2018, foi realizado um inquérito sociodemográfico e comportamental seguido da coleta de até três amostras de fezes em dias distintos para diagnóstico por Kato-Katz. Os positivos foram tratados com praziquantel e reexaminados. Em 2019, outro estudo transversal foi realizado na mesma população seguindo o mesmo protocolo. O DNA extraídos dos ovos, foram genotipados para dez marcadores microssatélites. A frequência alélica de infrapopulações e populações componentes foram utilizadas para medir a diferenciação e a diversidade (tamanho efetivo da população-Ne). RESULTADOS: Em 2018, 1799 participantes foram entrevistados e a média de idade era 31 ± 19 anos, sendo 57% do sexo feminino. Desses, 5,7%) testaram positivo para S. mansoni, com média de 64 ± 110 ovos por grama de fezes (opg). Os fatores associados à esquistossomose foram sexo masculino (OR = 2,5; p = <0,001), idade acima de 15 anos (p = 0,001) e contato com água em dois pontos da comunidade com odds ratiosemelhante (OR = 2,2; p = 0,005); Viagem e nascimento fora de Salvador não foram associados. No reexame em 2019, 640 (35,6%) participaram e 195 foram incluídos no estudo. A incidência foi de 1,7% (11/640), a taxa de reinfecção de 2,4% (1/42) e a prevalência caiu para 2,9% (24/835) (p = 0,001). A prevalência de novos participantes foi de 6,7 (13/195).Em 2018, Di (diferenciação média entre infrapopulações) era alta (0,228), assim como em 2019 (0,297; Cohen ́sD = 0,462). Resultados semelhantes foram vistos avaliando sexo, idade e contato com os 3 pontos de contato de água na comunidade. Dc (diferenciação média das populações componentes de 2018 vs 2019) foi moderado entre os dois anos (0,077) e nos novos indivíduos (0,071). No entanto, os casos incidentes foram diferenciados da população inicial de 2018 (0,124). Ne de 2018, para 2019. reduziu 93%. CONCLUSÃO: Uma rodada de tratamento com praziquantel juntamente com a intervenção estrutural foram eficazes na redução da prevalência. Diagnóstico, tratamento e outras medidas de intervenções mais amplas serão necessárias para impactar o potencial biológico do S. mansoni em Saramandaia.

Palavras-chave: Esquistossomose Urbana. Schistosoma mansoni. Estrutura populacional genética. Salvador.

 

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Websérie | Leishmaniose | Episódio 5

No vídeo “Leishmaniose canina”, a pesquisadora da Fiocruz Bahia, Deborah Fraga, fala sobre a leishmaniose em cães e os estudos desenvolvidos em áreas endêmicas. A Fiocruz Bahia produziu uma websérie sobre as principais pesquisas realizadas na instituição.

Os vídeos, publicados semanalmente nas redes sociais, estão divididos em 9 temas: arbovirose, big data, câncer, células-tronco, doença de Chagas, doença falciforme, helmintíase, HTLV, leishmaniose e tuberculose. As gravações tiveram início em 2019, por isso a maioria das entrevistas foram realizadas antes da pandemia.

Confira!

 

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Pesquisa aponta estabilidade de proteínas quiméricas no diagnóstico de Chagas

Entre os testes disponíveis para diagnóstico da doença de Chagas crônica, o ELISA é um dos mais utilizados por seu custo benefício. Porém, com frequência, apresentam resultados inconsistentes que podem ser atribuídos a várias causas, dentre elas os antígenos escolhidos para captura de anticorpos específicos. Por esse motivo, a OMS recomenda a utilização de dois testes sorológicos diferentes, sendo uma das alternativas futuras a utilização de proteínas quiméricas, que possuem vários antígenos (epítopos) diferentes do Trypanosoma cruzi em uma única molécula.

Um grupo de especialistas da Fiocruz Bahia, conduzido pelo pesquisador Fred Luciano Neves Santos, analisou o desempenho de quatro proteínas quiméricas de T. cruzi, denominadas IBMP-8.1, IBMP-8.2, IBMP-8.3 e IBMP-8.4 (Instituto de Biologia Molecular do Paraná – IBMP), sob condições adversas de armazenamento e manuseio. Os resultados desta análise funcional, de termoestabilidade e de estabilidade de longo prazo foram publicados no periódico Biosensors.

Para avaliação da termoestabilidade, os quatro antígenos IBMP foram aquecidos a 85°C e resfriados a 4°C para verificar a reversibilidade da desnaturação pelo calor. Os achados apontam que os antígenos são estáveis, e continuam a ser reconhecidos por anticorpos anti-T. cruzi após a reversão da desnaturação. Em outra análise, os antígenos foram deixados em temperatura ambiente por 4 dias. Ao final deste período, apesar de intensa degradação das moléculas e desnaturação, duas delas continuaram reconhecidas por anticorpos anti-T. cruzi. Na última análise, foi observada a estabilidade dos antígenos sensibilizados em microplaca em reconhecer os anticorpos anti-T. cruzi, sendo observada funcionalidade das 4 moléculas em período superior a 12 meses.

O estudo também demonstrou que os antígenos IBMP são muito estáveis quando solúveis em tampão carbonato e, mesmo com alguma degradação pela temperatura, pouco da capacidade diagnóstica é perdida. No geral, não houve mudança significativa nos valores de precisão em nenhum dos quatro antígenos, indicando que todos os antígenos quiméricos avaliados na pesquisa são altamente estáveis, preservando sua funcionalidade em imunoensaios, mesmo após exposição a condições extremas de temperatura.

A doença de Chagas é causada pelo Trypanosoma cruzi, presente nas fezes do inseto conhecido como barbeiro. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 7.500 óbitos são causados anualmente, em 21 países endêmicos.

 

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Cultura, identidade e direitos: conteúdo para o ensino-aprendizagem é tema de palestra

A palestra “Cultura, identidade e direitos: conteúdo para o ensino-aprendizagem” acontece dia 18 de setembro (sábado), às 9h30. O evento, que faz parte do Ciclo de Palestras do projeto Sons e Imagens da Bahia, é aberto ao público e será transmitido pelo canal do YouTube da Fiocruz Bahia, clique aqui para participar. Para fins de certificação, será necessário realizar a inscrição neste formulário e confirmar presença no chat.  

Esta é uma ação do projeto Sons e Imagens da Bahia através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com gestão cultural da SPCOC, em parceria com a Fiocruz Bahia, apoio da Secretaria de Educação e Governo do Estado da Bahia, assim como produção da Giro Planejamento Cultural. O projeto Sons e Imagens da Bahia conta com o patrocínio da Bayer e realização da Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

O objetivo do Sons e Imagens da Bahia é proporcionar aos estudantes conhecimento em estratégias de promoção e disseminação da cultura popular e da divulgação científica da saúde, além de incentivar a produção digital e audiovisual como linguagem interdisciplinar. O projeto vai realizar oficinas de audiovisual, capacitando 81 alunos da rede estadual de ensino para a produção de curta-metragens, os vídeos produzidos pelos discentes serão exibidos em uma mostra cinematográfica, destacando os três melhores filmes. Também promove o Ciclo de Palestras aberto ao público. 

Confira os palestrantes:

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Tese avalia resposta imune humoral após infecção e reinfecção natural por Leptospira

Autoria: Jaqueline Silva Cruz
Orientação: Mitermayer Galvão dos Reis
Título da tese: “O PAPEL DA RESPOSTA IMUNE HUMORAL NA INFECÇÃO NATURAL POR Leptospira spp. EM HUMANOS”.
Programa: Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa
Data de defesa: 30/09/2021
Horário: 14h00
Local: Sala virtual do Zoom

RESUMO

INTRODUÇÃO: A leptospirose é uma zoonose de ocorrência mundial causada por bactérias do gênero Leptospira. A exposição ao ambiente contaminado com leptospiras é frequente para indivíduos de regiões endêmica sendo agravado após fortes períodos sazonais de chuvas. A leptospirose apresenta manifestações clínicas que variam de uma infecção assintomática a doença grave. Atualmente, há poucas informações sobre a resposta imune protetora adquirida naturalmente contra infecção e reinfecção, o que dificulta o desenvolvimento de uma vacina eficaz e duradora contra a leptospirose.

OBJETIVO: Avaliar a resposta imune humoral após infecção e reinfecção natural por Leptospira em indivíduos de uma região endêmica para leptospirose em Salvador, Bahia.

MATERIAIS E MÉTODOS: inicialmente, foi realizado um estudo de coorte com acompanhamento semestral na comunidade de Pau da Lima, Salvador-BA. Durante as visitas de acompanhamento, foram coletados dados epidemiológicos, sociodemográficos e coleta de sangue para realização do teste de microaglutinação (MAT) e avaliações imunológicas. A equação de estimativa generalizada foi utilizada para avaliar a associação entre precipitação e infecção por leptospiras. Para avaliar a taxa de decaimento de títulos de anticorpos em indivíduos com infecção subclínicas ou assintomáticas, um modelo matemático foi usado. Além disso, realizamos o acompanhamento sorológico trimestral para avaliar a cinética em 72 indivíduos em uma subcoorte.

RESULTADOS: observamos que diferente do que ocorre com os casos hospitalizados, constatamos no presente estudo que o risco de infecção por Leptospira teve uma associação inversa com a precipitação cumulativa. Na avaliação do decaimento de títulos do MAT observamos aumento da taxa média de infecção com intervalo de seis meses e aumento ainda maior dessa taxa com intervalo de doze meses quando comparados à taxa convencional que não leva em consideração o decaimento de título. Na subcoorte, identificamos que 65% dos indivíduos apresentavam anticorpos antileptospira. Também identificamos que as reinfecções (n=25) foram mais frequentes quando utilizada avaliações trimestrais. Além disso, fatores de risco como idade e atividades de risco como limpeza de esgoto estavam associadas a maior chance de adquirir infecções em ambas as análises com diferentes tempos de coletas.

CONCLUSÕES: o presente estudo demonstra que as infecções por Leptospira ocorrem durante todo ano devido a constante exposição desses indivíduos ao ambiente contaminado e que a resposta humoral através dos anticorpos aglutinantes é curta e protege parcialmente contra reinfecção.

Palavras-chave: leptospirose, imunidade humoral, anticorpos.

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Inscrições abertas para o Ciclo de Palestras “Células-tronco e suas aplicabilidades terapêuticas”

 

O Ciclo de Palestras “Células-tronco e suas aplicabilidades terapêuticas” é um evento promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), em parceria com a equipe do projeto “Produto terapêutico a base de vesículas extracelulares derivadas de células mesenquimais humanas para tratamento de lesão raquimedular e neuropatias dolorosas”, liderado pela coordenadora Milena Soares.

A primeira palestra acontecerá no dia 08.09, às 19h, com a palestrante Luiza França Opretzka, Mestre e Doutoranda em Farmácia, pelo programa de pós graduação da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Serão três palestras, sendo elas “Biologia das células e das células-tronco”, “Aplicabilidade de células-tronco”, “Como se faz pesquisas com células-tronco”, além de um tour virtual pelas instalações do projeto.

 As atividades serão direcionadas aos alunos e professores do ensino médio, e acontecerão nos dias 08/09, 15/09, 22/09 e 29/09. Para se inscrever, acesse o link: https://forms.gle/RVNmCcjo68eLh6i59.

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Websérie | Leishmaniose | Episódio 4

No vídeo “Estudos pré-clínicos”, a pesquisadora da Fiocruz Bahia, Valéria Borges, aborda as pesquisas que desenvolve em busca de biomarcadores de prognóstico, a identificação de componentes celulares e os mecanismos da infecção na leishmaniose.

A Fiocruz Bahia produziu uma websérie sobre as principais pesquisas realizadas na instituição. Os vídeos, publicados semanalmente nas redes sociais, estão divididos em 9 temas: arbovirose, big data, câncer, células-tronco, doença de Chagas, doença falciforme, helmintíase, HTLV, leishmaniose e tuberculose.  As gravações tiveram início em 2019, por isso a maioria das entrevistas foram realizadas antes da pandemia.  

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Pesquisadores analisam inflamação na Covid-19 grave em indivíduos com diabetes

Para avaliar o papel da inflamação crônica de baixo grau no agravamento da Covid-19 em pessoas com diabetes, pesquisadores da Fiocruz Bahia analisaram dados clínicos e amostras de sangue de pacientes com e sem diabetes internados com o SARS-CoV-2. Embora se saiba que a diabetes é um fator de risco para Covid-19, ainda se desconhece os mecanismos envolvidos na evolução da doença em indivíduos com esta comorbidade.

Liderados pela pesquisadora da Fiocruz Bahia, Natália Tavares, os cientistas avaliaram os mediadores inflamatórios e células mononucleares para análise da expressão gênica. Os resultados da pesquisa foram publicados na Diabetes, uma das revistas científicas mais importantes do mundo sobre o tema. Os achados mostram que a diabetes induz um perfil pró-inflamatório nas células circulantes do sistema imunológico com aumento da expressão dos genes ACE2 e ALOX5, tornando-as mais propensas à invasão do novo coronavírus.

Os pesquisadores também observaram o aumento do leucotrieno B4 (LTB4) nas células sanguíneas desses pacientes, um mediador lipídico associado a alterações como inflamação e comprometimento da cicatrização na diabetes, indicando que o LTB4 pode ser um mediador que aumenta o risco de Covid-19 grave em indivíduos com a comorbidade e um dos causadores da resposta inflamatória sistêmica mais pronunciada. Estes pacientes requerem cuidados intensivos com mais frequência devido à lesão pulmonar.

No estudo, as taxas de mortalidade foram semelhantes entre pacientes com Covid-19 com ou sem diabetes, mas a gravidade da doença foi maior nos indivíduos com a diabetes, bem como a redução da saturação de oxigênio e o aumento significativo da duração da Covid-19. O aumento das expressões dos genes ACE2 e ALOX5 e do nível sérico de IL-6, este último observado apenas em indivíduos com diabetes que requerem assistência de terapia intensiva, sugerem que os níveis sistêmicos de LTB4 e IL-6, além da expressão sanguínea de ACE2 / ALOX5, podem ser marcadores precoces de Covid-19 grave em indivíduos com esta comorbidade. 

Os resultados da pesquisa confirmam que a sinalização LTB4 exerce um papel importante na resposta inflamatória observada na Covid-19 em pacientes com diabetes e reforça a possibilidade de sua inibição na prática clínica. Os cientistas ressaltam que, levando em conta que cerca de 463 milhões no mundo vivem com a diabetes e a Covid-19 é altamente transmissível, é urgente a necessidade de identificação de mecanismos que previnam a infecção nesse grupo de pessoas.

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Websérie | Leishmaniose | Episódio 3

No vídeo “Biocurativo para tratamento da leishmaniose tegumentar”, a pesquisadora da Fiocruz Bahia, Camila Indiani, explica como está sendo desenvolvido na instituição um curativo a base de celulose bacteriana para tratamento da leishmaniose tegumentar ou cutânea.

A Fiocruz Bahia produziu uma websérie sobre as principais pesquisas realizadas na instituição. Os vídeos, publicados semanalmente nas redes sociais, estão divididos em 9 temas: arbovirose, big data, câncer, células-tronco, doença de Chagas, doença falciforme, helmintíase, HTLV, leishmaniose e tuberculose. As gravações tiveram início em 2019, por isso a maioria das entrevistas foram realizadas antes da pandemia.

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Covid-19: Estudo analisa influência da faixa etária na efetividade de vacinas

Cristina Azevedo (Agência Fiocruz de Notícias)

Um estudo realizado por pesquisadores brasileiros mostra como a idade influi na efetividade dos dois principais imunizantes usados no país contra a Covid-19. Submetida em forma de preprint no MedRxiv (versão atualizada com dados divulgados nesta matéria será disponibilizada em breve), a pesquisa Influência da idade na efetividade e duração da proteção nas vacinas Oxford/AstraZeneca e CoronaVac envolveu mais de 75 milhões de pessoas imunizadas, tornando-se o maior estudo realizado com os dois imunizantes e podendo servir de base para orientação de decisões de saúde pública, incluindo a necessidade de doses adicionais ou de reforço. 

Coordenado por Manoel Barral-Netto, pesquisador da Fiocruz Bahia, o trabalho avaliou a efetividade dos imunizantes em 75.919.840 pessoas vacinadas no Brasil entre 18 de janeiro e 24 de julho deste ano. Os resultados mostram que ambas as vacinas são efetivas na proteção contra infecção, hospitalização e óbito, considerando o esquema vacinal completo (duas doses): AstraZeneca/Fiocruz, com 90% de proteção, e CoronaVac com 75%. A pesquisa também demonstrou que as duas vacinas oferecem proteção contra casos moderados e graves de Covid-19 frente às variantes de preocupação em circulação no Brasil no período da análise.

No entanto, ao separar os grupos de vacinados por faixa etária, os dados demonstram que há uma redução na proteção com o aumento da idade e que as duas vacinas oferecem graus de proteção diferentes com o esquema vacinal completo. Dos 80 aos 89 anos, a vacina AstraZeneca/Fiocruz teve um índice de proteção contra morte de 89,9%, enquanto a CoronaVac apresentou 67,2%. Acima dos 90 anos, esses índices ficaram em 65,4% nos vacinados com AstraZeneca/Fiocruz e 33,6% com CoronaVac. 

“Já tínhamos suspeita da influência da idade na queda da efetividade, porque o mesmo ocorre com outras vacinas. O que fizemos foi delimitar claramente esse ponto de declínio. Essa é também a primeira comparação feita entre vacinas que usam diferentes plataformas”, contou Barral-Netto. “A intenção é fornecer dados para embasar decisões dos gestores”. 

Importância da pesquisa no Brasil 

A AstraZeneca/Fiocruz já foi aprovada em 181 países e a CoronaVac em 39. No entanto, poucas nações conseguem oferecer uma base de dados tão ampla para um estudo desse porte. Embora os 211 milhões de brasileiros estejam divididos em diferentes regiões, o sistema de coleta de informações em saúde é o mesmo, fornecendo uma ampla fonte de dados – o que permitiu a análise por faixas etárias. Para isso, foram usados dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do e-SUS-Notifica e do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe).  

Efetividade geral após esquema completo de vacinação 

Indivíduos que receberam as duas doses da vacina AstraZeneca/Fiocruz tiveram uma proteção de 72,9% contra infecção, 88% contra de hospitalização, 89,1% contra internação em UTI e 90,2% contra óbito. 

Pessoas com o esquema vacinal completo pela CoronaVac tiveram um risco de infecção 52,7% menor; 72,8% menor de hospitalização, 73,8% menor de ir para a UTI, e 73,7% menor de morrer.

Efetividade de acordo com faixa etária

Quando a faixa etária é levada em conta, as vacinas oferecem diferentes níveis de proteção, sendo observada uma evidência de aumento, ainda que em níveis distintos, na taxa de incidência de hospitalização das vacinas de acordo com a idade. O esquema vacina completo da AstraZeneca/Fiocruz induziu um índice de efetividade de cerca de 90% em diferentes resultados até os 89 anos. No grupo acima de 90 anos, foi observada uma redução nos níveis de proteção, com uma efetividade contra óbito de 65,4%.  

No caso da vacina CoronaVac, após os 60 anos observa-se uma tendência de queda na efetividade geral de 75%, evidenciada em cada década de vida analisada, sendo esta diminuição mais sensível no grupo acima dos 80 anos e alcançando um impacto ainda maior na população acima de 95 anos, onde a efetividade contra óbito cai para 33,6%.

Os dados destacam o “impacto crítico da idade sobre a efetividade de duas vacinas que empregam tecnologias diferentes”, diz o texto.

Estudos anteriores 

A pesquisa mostra ainda que a proteção oferecida pela CoronaVac contra a Covid-19 sintomática é compatível com estudos anteriores de eficácia realizados no Brasil, mas menores do que um trabalho feito na Turquia. Já no Chile, os níveis de efetividade para infecção e hospitalização foram maiores do que no Brasil, o que poderia ser parcialmente explicado pela maior proporção de indivíduos mais jovens imunizados com a CoronaVac no Chile (51,2% de indivíduos imunizados com menos de 60 anos no Chile e 38,5% no Brasil). O estudo lembra ainda que o colapso no sistema de saúde brasileiro, a velocidade de vacinação e a diferença entre as variantes circulando nos dois países podem ter influenciado essas diferenças.  

Em relação à AstraZeneca/Fiocruz, o estudo mostra 72,9% de efetividade contra infecção – acima dos 66,7% registrados em uma análise combinada de ensaios clínicos realizados no Reino Unido, África do Sul e Brasil. Já a efetividade contra hospitalização é compatível com os 80% e 88% observados em estudos na Escócia e na Inglaterra, respectivamente. “Além disso, nossas descobertas apoiam o alto nível de proteção oferecido pela Vaxzevria [como a vacina também é chamada] apesar da alta circulação da variante Gama no Brasil durante o período”, diz o texto. 

Terceira dose 

Segundo o estudo, a redução da efetividade pode estar relacionada à diferença das plataformas tecnológicas utilizadas pelas vacinas e seu impacto sobre a imunogenicidade, bem como a um processo natural de resposta imunológica menor em indivíduos mais idosos, chamado de imunoscenecência. Para os pesquisadores envolvidos, em um contexto em que há uma disponibildiade limitada de vacinas, poder identificar com maior precisão os limites de idade em que a proteção imunológica fica comprometida torna-se uma evidência valiosa para implementação de medidas de saúde pública.

“Considerando o atual cenário no Brasil, nossas descobertas demonstram a eventual necessidade de uma dose de reforço vacinal nos indivíduos acima dos 80 anos que receberam CoronaVac e naqueles acima de 90 anos imunizados com a AstraZeneca/Fiocruz”, diz o estudo. 

Os resultados da pesquisa foram apresentados ao Ministério da Saúde e ao grupo de especialistas em vacina da Organização Mundial da Saúde (OMS). Participaram do estudo pesquisadores do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia); do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia); da Universidade Federal da Bahia (UFBA); da Fiocruz Brasília; da Universidade de Brasília (UnB); da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP); da Universidade de São Paulo (USP); da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ); e da London School of Hygiene & Tropical Medicine.  

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Fiocruz Bahia disponibiliza bens para doação a órgãos públicos

Em cumprimento ao Decreto nº 9.373 de 11/05/2018, a Fiocruz Bahia comunica que está colocando à disposição bens diversos classificados como Inservíveis, na situação de Irrecuperável. 

Os interessados deverão entrar em contato com a Seção de Patrimônio, pelo telefone 3176-2222 ou e-mail olivia.reis@fiocruz.br, e tratar com Eugenia Olivia Reis de Souza. Caberá aos interessados a retirada e transporte dos bens.

Clique aqui para acessar a lista de bens.

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Estudo descreve perfil de pacientes com Covid-19 grave na segunda onda

Mudanças no perfil de pacientes com Covid-19 internados na unidade de terapia intensiva de um hospital privado, em Salvador, entre a primeira e a segunda onda da pandemia, foram observadas em estudo realizado por pesquisadores da Fiocruz Bahia. Os resultados do trabalho foram publicados no periódico International Journal of Infectious Diseases, em 10 de agosto.

Os achados da pesquisa demonstraram aumento da proporção de adultos jovens e sem comorbidades com Covid-19 grave durante a segunda onda, logo após a confirmação da circulação local da variante Gama. A P.1 ou Gama é uma das quatro variantes de preocupação, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), com mutações importantes no receptor (RBD) da proteína spike tornando o vírus mais transmissível. As outras variantes são a Alpha (B.1.1.7), Beta (B.1.351) e Delta (B.1.617), esta última encontra-se atualmente em avanço no Brasil e no mundo.

Liderado pelo pesquisador Bruno Solano, também participaram do estudo os pesquisadores Tiago Gräf, Clarissa Gurgel e Isadora Siqueira, da Fiocruz Bahia. O grupo de cientistas analisou informações clínico demográficas de pacientes internados em dois períodos de alta no número de hospitalizações no estado da Bahia: maio a julho de 2020 e dezembro de 2020 a fevereiro de 2021. O sequenciamento do genoma do SARS-CoV-2 foi realizado em amostras de swab nasofaríngeo de 12 pacientes com menos de 60 anos, durante a segunda onda, sendo a variante P.1 detectada em todos eles.

Resultados

Foram 672 pacientes internados na UTI do hospital, no primeiro período, e 943 no segundo. Além do aumento do número de internações, também observou-se, no segundo período, aumento de pessoas internadas com menos de 60 anos e sem comorbidades conhecidas, como doenças cardiovasculares, hipertensão e diabetes. Pacientes sem comorbidades representaram cerca de 32% das internações em fevereiro de 2021, quando em junho de 2020 eram aproximadamente 15%.

Também foram avaliadas possíveis alterações no padrão dos resultados obtidos na análise do RT-qPCR. A média para o tempo entre o início dos sintomas e a coleta da amostra foi de 4,4 dias para junho de 2020 e 5,1 dias para fevereiro de 2021. Os resultados apontam que houve aumento da carga viral nos pacientes em fevereiro de 2021, o que também foi relatado em comparação a amostras não Gama. Os dados da pesquisa não demonstraram aumento da taxa de mortalidade em pacientes hospitalizados com esta variante. 

Os autores do estudo sugerem avaliar o efeito da vacinação nas hospitalizações já que, durante o período do estudo, poucos pacientes idosos haviam tomado as duas doses da vacina para Covid-19.

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Resultado final e convocação para matrícula do PROFORTEC- Saúde

O Comitê Técnico Assessor do PROGRAMA DE FORMAÇÃO TÉCNICA EM CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO EM SAÚDE – PROFORTEC-SAÚDE, promovido pela Fiocruz Bahia, torna público o resultado dos recursos interpostos e o resultado final da seleção do programa de formação, nos perfis Laboratórios e Plataformas e Ciência de Dados. Clique aqui para acessar.

A matrícula dos primeiros classificados ocorrerá no dia 24/08, na Sala 1 do Laboratório de Epidemiologia Molecular e Bioestatística (LEMB), localizado no primeiro andar do Pavilhão Lain Carvalho, na sede da Fiocruz Bahia, conforme agendamento divulgado na Convocação, clique aqui e confira. Os candidatos devem levar original e cópia da documentação apresentada digitalmente no momento da inscrição.

Os candidatos que não tiverem disponibilidade em comparecer no horário agendado devem entrar em contato através do e-mail clara.vasconcellos@fiocruz.br, até o dia 23/08, para agendamento de outro horário nessa mesma semana (23 a 27/08). Os candidatos que não tenham interesse em efetivar a matrícula devem informar, através do e-mail clara.vasconcellos@fiocruz.br, para que possa ser convocado o próximo candidato aprovado na lista de classificação. 

Os casos em que o candidato não entrar em contato para reagendamento até o dia 23/08 e não comparecer no horário agendado serão interpretados como desistência, ficando a vaga disponível para a convocação do próximo candidato aprovado na lista de classificação. Informamos que os candidatos aprovados que não forem convocados no momento irão compor banco de reservas para convocação no caso de desistências ou surgimento de novas vagas durante o período de vigência do curso. 

 

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Websérie | Leishmaniose | Episódio 2

No vídeo “Pesquisa clínica e translacional em leishmanioses”, o pesquisador da Fiocruz Bahia, Edgar Carvalho, explica os dois tipos de pesquisa e fala sobre os principais estudos em andamento na Fiocruz Bahia nestas áreas.

A Fiocruz Bahia produziu uma websérie sobre as principais pesquisas realizadas na instituição. Os vídeos, publicados semanalmente nas redes sociais, estão divididos em 9 temas: arbovirose, big data, câncer, células-tronco, doença de Chagas, doença falciforme, helmintíase, HTLV, leishmaniose e tuberculose. As gravações tiveram início em 2019, por isso a maioria das entrevistas foram realizadas antes da pandemia.  

Confira!

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