Estudo desenvolvido por pesquisadores do Cidacs/Fiocruz Bahia é destaque na The Lancet Infectous Diseases

Desenvolvido por pesquisadores do Centro de Integração de Dados em Saúde – Cidacs / Fiocruz Bahia, o artigo intitulado “Incidence and risk factors of tuberculosis among 420.854 household contacts of patients with tuberculosis in the 100 Million Brazilian Cohort (2004-18): a cohort study” foi destaque de capa da revista The Lancet Infectious Diseases, na edição de janeiro.

O estudo descreve uma elevada incidência de tuberculose entre contatos domiciliares, ou seja, entre pessoas que vivem na mesma residência que uma pessoa que já foi diagnosticada anteriormente com a doença. Essa incidência de tuberculose entre contatos domiciliares foi 16 vezes maior que a incidência de tuberculose na população geral da Coorte de 100 Milhões de Brasileiros, proveniente dos dados do Cadastro Único, utilizados como base de dados para esse estudo. Também foi constatado maior risco de adoecimento por tuberculose entre contatos expostos a um familiar com menor de cinco anos de idade, que foram diagnosticados com tuberculose pulmonar, ou ainda para aqueles contatos que se autodeclararam pretos, pardos, indígenas ou que viviam em habitações precárias.

Para Julia Pescarini, coordenadora do estudo, a publicação do artigo em uma revista como a Lancet ID evidencia o reconhecimento do trabalho produzido e a relevância da pesquisa. Segundo Pescarini, a publicação tem um alto alcance, sendo lido por profissionais da saúde e gestores da área de doenças infecciosas, como a Tuberculose, no mundo todo.

“Apesar das informações difundidas sobre a tuberculose e o seu vínculo com a pobreza, os esforços para reduzir a sua transmissão entre os mais pobres e as populações minoritarizadas ainda é escasso, então publicar no Lancet também significa aumentar o alcance da nossa pesquisa e maximizar seu impacto nas estratégias de controle da doença” explica a coordenadora.

Pescarini também destaca o processo de publicação como um fator importante para aumentar a abrangência dos achados da pesquisa. Para um artigo ser publicado na Lance ID, ele passa por extensa revisões por pares, mostrando que o trabalho e a pesquisa no Brasil, em geral, tem potencial de fazer ciência aplicada de qualidade excepcional para responder perguntas de pesquisa de importância, não só para o Brasil como para o mundo.

“Dessa forma, a publicação no Lancet ID mostra, utilizando métodos robustos e em uma base de dados inédita, a maior transmissão da TB entre contatos desses grupos”, afirmou. 

Segundo Priscila Scaff, primeira autora do artigo, o estudo reforça a vulnerabilidade dos contatos domiciliares para a tuberculose, principalmente para as pessoas que vivem em condição social desfavorável.

“A constatação de que os contatos domiciliares possuem alto risco de adoecimento por tuberculose já era conhecida, entretanto esse estudo traz um detalhamento em como isso ocorre na população com maior vulnerabilidade econômica do Brasil. Nossos resultados ressaltam a importância de políticas públicas de combate às desigualdades sociais, de fortalecimento e expansão da Estratégia de Saúde da Família, e do tratamento preventivo da tuberculose.” afirmou. 

O Cidacs tem contribuído para a produção de conhecimento científico através de estudos que auxiliam e apoiam as tomadas de decisões em políticas públicas em benefício da sociedade. Em sete anos de atuação, o Centro tem se destacado com artigos publicados em importantes revistas e periódicos científicos.

Texto: Jéssica Fernandes

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Estudo sugere uso de antígenos quiméricos para o diagnóstico seguro de doença de Chagas com coexistência de outras doenças

O estudo realizado por pesquisadores da Fiocruz sugere que o uso de antígenos quiméricos IBMP apresenta potencial promissor para o diagnóstico seguro da doença de Chagas em regiões onde os protozoários Crithidia sp. LVH-60A e Trypanosoma cruzi coexistem. A pesquisa, liderada pelo pesquisador Fred Luciano Neves Santos do Instituto Gonçalo Moniz, foi publicada no periódico Diagnostics e concentrou-se no desenvolvimento de imunoensaios precisos, método que utiliza anticorpos para identificar ou quantificar uma substância, no contexto do diagnóstico da doença de Chagas. O estudo pode ser conferido na íntegra aqui.

O objetivo da investigação foi avaliar o potencial de diagnóstico desses antígenos quiméricos para detecção da doença de Chagas em pacientes infectados com Crithidia sp. LVH-60A, um parasita que apresenta sintomas semelhantes aos da leishmaniose visceral. Foram analisados soros humanos, previamente coletados, obtidos no Biorrepositório do Laboratório de Imunologia e Biologia Molecular da Universidade Federal de Sergipe, de sete pacientes com Crithidia sp. LVH-60A e três pacientes com Leishmania infantum. Os resultados indicaram que esses antígenos IBMP apresentaram 100% de sensibilidade, com especificidade variando de 87,5% a 100%, e valores de acurácia entre 90% e 100%. Nenhuma reatividade cruzada foi observada com Crithidia sp. LVH-60A e apenas uma amostra positiva para L. infantum apresentou reatividade cruzada com a molécula IBMP-8.1.

Os pesquisadores ressaltam que métodos de diagnóstico precisos e específicos são cruciais para gerir e controlar eficazmente as doenças infecciosas. A doença de Chagas e a leishmaniose são enfermidades tropicais que frequentemente coexistem em diversas regiões geográficas do Brasil, e o diagnóstico delas pode ser um desafio devido ao potencial de reatividade cruzada nos testes sorológicos. A reatividade cruzada ocorre quando os anticorpos produzidos em resposta a um patógeno reconhecem erroneamente antígenos de outro, e pode ocasionar resultados falso-positivos ou inconclusivos.

Os desafios no diagnóstico da doença de Chagas são ainda mais ampliados quando se considera Trypanosoma rangeli, Trypanosoma evansi e outros membros da família Trypanosomatidae, incluindo os gêneros Crithidia, Herpetomonas, Blastocrithidia e Leptomonas, bem como os gêneros recém-descobertos espécies como Crithidia sp. LVH-60A. Para abordar esta lacuna de conhecimento, o estudo investigou a influência dos anticorpos anti-Crithidia sp. LVH-60A e anti- L. infantum no diagnóstico da doença de Chagas, utilizando quatro proteínas quiméricas IBMP de T. cruzi como antígenos.

Avanço no diagnóstico

A principal limitação do estudo foi o pequeno número de amostras positivas para Crithidia sp. LVH-60A analisadas. No entanto, apesar dessa insuficiência, a importância e a novidade dos dados apresentados são evidentes. Para os autores, reconhecer e compreender as reações cruzadas em testes sorológicos para a doença de Chagas são essenciais para garantir diagnósticos precisos, melhorar o atendimento ao paciente e reforçar a eficácia dos esforços de controle da doença de Chagas e doenças relacionadas.

Além disso, o conhecimento obtido apoia o aperfeiçoamento contínuo das ferramentas de diagnóstico, que podem melhorar a gestão das doenças, e, consequentemente, a vigilância epidemiológica, avançando nas metodologias de diagnóstico. Os resultados sugerem que o uso de antígenos quiméricos IBMP é promissor para o diagnóstico seguro da doença de Chagas em regiões onde Crithidia sp. LVH-60A e T. cruzi coexistem, e indicam que para confirmar as descobertas é preciso realizar investigações envolvendo um maior número de amostras positivas para Crithidia sp. LVH-60A.

Texto: Jamile Araújo com supervisão de Jéssica Fernandes

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Tese propõe software de predição de hipertensão arterial e diabetes

Estudante: Murilo Freire Oliveira Araújo
Orientação: Maria da Conceição Chagas de Almeida
Coorientação: Ana Luísa Patrão e Daniela Polessa Paula
Título da tese: “DESENVOLVIMENTO DE UMA FERRAMENTA PARA PREDIÇÃO DE HIPERTENSÃO ARTERIAL E DIABETES RELACIONADAS AO ESTILO DE VIDA NO ELSA-Brasil”
Programa: Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa
Data de defesa: 30/01/2024
Horário: 09h00
Local: Sala Virtual do Zoom
ID da reunião: 884 3180 3576
Senha de acesso: murilo

Resumo:

INTRODUÇÃO: As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são um grande desafio global de saúde, representando uma proporção significativa de mortes prematuras e tendo impactos econômicos e sociais. Seus fatores de risco dividem-se em biológicos e comportamentais e, entre estes últimos, estima-se que quatro comportamentos – tabagismo, consumo excessivo de álcool, atividade física insuficiente e dieta inapropriada são responsáveis por mais da metade das mortes em países ocidentais. Por meio do uso de técnicas de aprendizagem de máquina é possível criar um software preditor que, com base em informações sociodemográficas e de estilo de vida, possa estimar com confiança o risco de hipertensão e diabetes, destacando a importância das mudanças no estilo de vida para a saúde. OBJETIVO: Desenvolver uma ferramenta computacional utilizando indicadores relacionados aos comportamentos de estilo de vida para predizer o surgimento do diabetes e hipertensão em participantes do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil). MATERIAL E MÉTODOS: Os dados foram obtidos a partir do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), importados no ambiente Python e tratados. Em seguida seguiu-se a etapa de análise estatística dos dados. O próximo passo foi executar o método de validação cruzada usando Forward Feature Selection para obtenção do score prévio sobre os dados. Após isto, os dados foram submetidos aos algoritmos de aprendizagem de máquina, em que se obteve resultados com e sem ajustes de hiper parâmetros. Por último, os modelos com melhor performance foram exportados para o desenvolvimento do software preditor que foi construído em Python utilizando a biblioteca PySimpleGUI. RESULTADOS: Da população do estudo, 35,9% apresentaram hipertensão arterial e 16,0% diabetes. A média de acurácia para predição de hipertensão arterial foi 0,69 e 0,84 para diabetes. Quanto à importância das características, os principais preditores para hipertensão arterial foram sexo, faixa etária, raça/cor e consumo excessivo de álcool e para diabetes foram sexo, faixa etária e prática de atividade física. O somatório de estilo de vida apresentou participação relevante na predição. Vários modelos apresentaram resultados semelhantes, selecionou-se os modelos utilizando Random Forest tanto para hipertensão quanto para diabetes. Os modelos foram exportados e utilizados para a construção do software preditor. CONCLUSÃO: A aprendizagem de máquina se mostra eficaz na previsão de doenças como hipertensão e diabetes com base em dados sociodemográficas e de estilo de vida. Este estudo destaca o potencial dos modelos de aprendizado de máquina para compreender e apoiar ações em saúde para o enfrentamento destas doenças.

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Projeto de Pesquisa em Arboviroses abre seleção para Iniciação Científica

O Projeto de Pesquisa em Arboviroses, coordenado pelo pesquisador Guilherme de Sousa Ribeiro, abriu seleção para uma (1) vaga de Iniciação Científica.

Os requisitos para a vaga são:

  • estar cursando 3º ou 4º semestre do curso de Enfermagem, Medicina ou Saúde Coletiva;
  • Coeficiente de Rendimento ≥ 7,0;
  • disponibilidade de 20 horas semanais.

É desejável bom desempenho em disciplinas das áreas de epidemiologia, metodologia da pesquisa e bioestatística; capacidade de ler e escrever na língua inglesa e prontidão para trabalhar em equipe.

As inscrições vão até o dia 15/01.

Para mais informações sobre a seleção, clique aqui para acessar o edital.

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Projeto sugere que esquistossomose ainda é uma doença ativa em Salvador

O Simpósio de Esquistossomose Urbana apresentou os resultados de um projeto desenvolvido, desde 2011, em Salvador, para estudo da presença e persistência da esquistossomose em áreas urbanas da cidade. O evento foi realizado na Fiocruz Bahia, entre os dias 11 e 15 de dezembro de 2023.

O encontro abordou o panorama do Sistema Único de Saúde (SUS), a epidemiologia da esquistossomose no Brasil, a visão geral de Salvador e seus bairros e a genética de parasitas, e contou com apresentações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ); da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB), da Embasa e da Conder. A Sessão Científica “Genetic Analysis of Schistosome population structure and transmission dynamics”, ministrada por Jeffrey Long, da Universidade do Novo México (EUA), encerrou a programação.

Integrantes do projeto durante apresentação dos resultados no Seminário Esquistossomose Urbana

O pesquisador da Fiocruz Bahia, Mitermayer Galvão dos Reis, um dos coordenadores do projeto, considera importante realizar um trabalho que faça o diagnóstico sobre a situação da esquistossomose em áreas urbanas. “Nós concluímos que a esquistossomose existe aqui em Salvador e a transmissão ocorre na cidade. Temos que ficar atentos, fazer uma vigilância constante nas áreas onde está tendo o maior risco de transmissão, que são áreas onde tem rios, coleções de águas e caramujos”, destaca.

A esquistossomose é causada pelo verme Schistosoma mansoni e é considerada negligenciada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A transmissão ocorre quando a larva, presente em água parada ou com pouca correnteza, penetra na pele do indivíduo que, após infectado, libera ovos do parasita em suas fezes – que podem ser depositadas em ambientes de água doce. Em contato com a água, os ovos eclodem dando origem a novas larvas que se alojam em caramujos, são liberadas na água, voltando ao ciclo.

O cientista explica que, onde há caramujos, é necessário examiná-los para avaliar se estão infectados com o Schistosoma, e, caso estejam, também examinar a comunidade, e tratar os indivíduos infectados. “Também é necessário levar informações a nível municipal, estadual e federal de que são necessárias intervenções mais duradouras e definitivas, como melhorar as condições de vida da comunidade, oferecendo água potável, esgoto, e levando mais educação e informação de como se dá a transmissão”, pontua.

Para Ronald Blanton, médico especializado em doenças infecciosas da Universidade de Tulane (EUA) e professor do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa (PGBSMI) da Fiocruz Bahia, os trabalhos de pesquisa nos bairros demonstraram a necessidade de um conjunto de forças para controlar a transmissão. “As instituições de saúde pública, da construção civil e de saneamento às vezes não se comunicam, e é uma um momento de juntar todo mundo, e apresentar o que estamos encontrando”, observa Ronald, que também é um dos coordenadores do trabalho.

Mitermayer conta que o desenvolvimento da pesquisa também resultou em uma importante formação de recursos humanos. “Foram capacitados técnicos, estudantes de graduação realizaram trabalhos de conclusão de curso e os de pós-graduação produziram suas dissertações e teses sobre o tema, além da participação de pós-doutorandos. Também realizamos seminários com membros da comunidade e o estudo resultou em publicações de artigos científicos”, declarou.  

Resultados

Os pesquisadores tiveram conhecimento da esquistossomose em São Bartolomeu (comunidade às margens da Av. Afrânio Peixoto), em Salvador, a partir de 2007, e realizaram inquéritos nesta área em 2011 e 2015. O projeto Esquistossomose Urbana, especificamente, ocorreu entre 2017 e 2023. Nesse período, foram realizados oito inquéritos completos (entrevistas e exames de fezes), no Dique do Cabrito (2017), Bate-Facho (2023), Saramandaia (2018, 2019 e 2023) e Pirajá (2019, 2021 e 2023).

“Houve uma redução significativa da prevalência da doença, de 24,5% para 6,2%, devido a nossa intervenção e obras de infraestrutura implementadas na vizinhança pela Conder. Em 2024, deveremos revisitar São Bartolomeu para avaliar sua situação atual”, descreve o pesquisador Luciano Kalabric, integrante do projeto. A taxa de positividade global média encontrada até o momento foi de 3,3% (272 indivíduos positivos para esquistossomose de 8.161 examinados). A menor positividade foi encontrada em Bate-Facho (0,7%) e os maiores foram em Saramandaia, em 2018 (5,3%), e Pirajá, em 2019 (5,5%).

“Todos os participantes com esquistossomose foram tratados e realizaram novos exames para confirmação de cura. O tratamento recorrente na Saramandaia e em Pirajá reduziram a prevalência da doença para menos de 2%, sendo que parte destes casos são indivíduos que não participaram do estudo antes e alguns foram reinfecção”, conclui o pesquisador.

*Com informações do IOC.

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Prevalência da doença de Chagas em comunidade rural do Sul da Bahia é avaliada em estudo

Um estudo foi realizado para avaliar a prevalência e o perfil clínico da doença de Chagas em indivíduos da comunidade rural Assentamento Zumbi dos Palmares, localizada próxima ao município de Camamu, na região Sul da Bahia. Coordenado por Fred Luciano Santos, pesquisador da Fiocruz Bahia, e realizado em conjunto com pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o artigo com os resultados da pesquisa foi publicado na revista Pathogens.

Em testes de 217 indivíduos para doença de Chagas, dois tiveram resultados positivos, sendo a prevalência global de 0,92%. Um dos casos foi de um homem de 22 anos, nascido em Camamu, sem evidência de transmissão congênita, sugerindo outras vias de transmissão, como a vetorial. O outro caso foi de um homem de 69 anos, natural de São Felipe, que mora em uma casa de alvenaria e possui marca-passo devido ao comprometimento cardíaco causado pela doença de Chagas. Ambos são agricultores.

A partir dos resultados, os pesquisadores concluíram que a prevalência nesta comunidade foi inferior ao esperado, dadas as condições socioeconômicas e os fatores ambientais que contribuem para a transmissão do parasito causador da doença. Fator que pode ser atribuído à implementação de medidas preventivas e programas de controle de vetores pelo governo brasileiro. Por outro lado, os especialistas avaliaram que a vigilância contínua é essencial para manter os esforços de controle e detectar qualquer potencial reemergência da doença.

Ainda que a prevalência global tenha sido baixa, a pesquisa conclui que a detecção de casos positivos ressalta a necessidade de medidas contínuas de vigilância e controle em populações vulneráveis, como as comunidades rurais. A vigilância ativa, o diagnóstico precoce e o tratamento em tempo adequado são cruciais na prevenção da progressão da doença e das complicações, aumentando assim a eficácia dos programas de rastreio e tratamento.

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Pesquisa aponta que município de Caraíbas tem alta prevalência de doença de Chagas

Estudo realizado por cientistas da Fiocruz Bahia buscou avaliar a prevalência da doença de Chagas crônica em indivíduos de risco em Caraíbas, município localizado na região sudoeste da Bahia, por meio da busca ativa de casos. Os resultados do trabalho coordenado pelo pesquisador, Fred Luciano Santos, foram publicados no periódico Frontiers in Public Health.

Foram coletadas amostras de soro de 226 indivíduos residentes na zona rural e urbana do município. Destes, 4,42% tiveram resultado positivo para a doença de Chagas crônica. A prevalência foi semelhante nas áreas rurais (4,29%) e urbanas (4,65%). Ao comparar com as estimativas nacionais, a pesquisa concluiu que a cidade apresenta alta prevalência de doença de Chagas crônica e alto risco de transmissão. A partir do diagnóstico, os indivíduos que participaram do estudo e desconheciam a condição clínica doença passaram a ser acompanhados com atendimento clínico, visando proporcionar melhora na qualidade de vida dessas pessoas.

A doença de Chagas

A doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e foi descoberta pelo médico brasileiro Carlos Chagas em 1909. A doença pode ser transmitida pelo inseto conhecido como “barbeiro”, da mãe para o bebê na gestação ou no parto, por transfusão de sangue ou transplante de órgãos de pessoas doentes e no consumo de alimentos, como açaí e cana de açúcar, sem os devidos cuidados de higiene, sendo esta a principal forma de transmissão no Brasil atualmente.

A fase inicial da doença é a chamada de aguda, e é marcada por febre persistente, dor de cabeça, fraqueza intensa, inchaço no rosto e pernas e manchas vermelhas na pele. Os pacientes que não foram tratados na fase aguda podem desenvolver complicações crônicas no coração e em outros órgãos. A enfermidade tem cura se for tratada corretamente nos primeiros sinais e sintomas.

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Estudo avaliou expressão de genes em pessoas com tuberculose e/ou HIV

Estudante: Paula Rocha Dantas Silva
Orientação: Theolis Costa Barbosa Bessa
Título da tese: “Expressão de genes de vias autofágicas na infecção por Mycobacterium tuberculosis e efeito da co-infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV)”.
Programa: Pós-Graduação em Patologia Humana e Experimental
Data de defesa: 27/12/2023
Horário: 14h00
Local: Sala Virtual do Zoom
ID da reunião: 847 2507 9454
Senha: defesa

Resumo

INTRODUÇÃO: A tuberculose (TB) é uma infecção causada em humanos principalmente pelo Mycobacterium tuberculosis (Mtb) e constitui um grave problema de saúde pública global. Mtb é um patógeno intracelular que tem um tropismo para humanos e causa principalmente tuberculose pulmonar. A coinfecção por tuberculose em pessoas vivendo com HIV (PVHIV) é de grande preocupação em nível global, uma vez que, a TB é a infecção que mais os acometem e a principal causa de morte por patógeno intracelular em PVHIV. A autofagia, por sua vez, é um processo fisiológico responsável pela remoção de componentes celulares não funcionais e em condições de privação de nutrientes, componentes celulares funcionais podem ser digeridos para geração de energia para a célula. Esse mecanismo envolve a formação de uma vesícula de dupla membrana denominada autofagossomo, este engloba componentes do citoplasma, incluindo macromoléculas e organelas e após a fusão com lisossomo digere o conteúdo através da ação de enzimas lisossomais. A autofagia tem sido associada à eliminação intracelular de patógenos como o Mtb e HIV. MÉTODOS: O presente estudo avaliou a expressão de genes relacionados a autofagia em voluntários infectados com Mtb ou por HIV e co-infectados por Mtb e HIV e a expressão de LC3 em macrófagos derivados de monócitos de linhagem THP-1 infectados com diferentes micobactérias para compreender como a autofagia pode modular e influenciar na infecção tuberculosa e na co-infecção por HIV. RESULTADOS: A partir da avaliação do perfil de expressão gênica relacionado a autofágia, foi possível observar que grande parte dos genes da via autofágica apresentaram uma expressão mais elevada nos grupos TB e TB-HIV. Os genes ATG4B, ATG4C, ATG7 e LGALS3 separaram os grupos TB e TB-HIV, enquanto os genes ATG9A, IFNA10 e THBD separaram os grupos LTBI e HIV dos demais. Em condições experimentais, a expressão de LC3 diferentes níveis de expressão de LC3 nas diferentes condições, enquanto a expressão de LC3 foi maior na condição sem estímulo e com infecção por Mtb H37Rv após 24 horas, essa expressão foi mais elevada após 48 horas. Na condição de células infectadas e incubadas com rapamicina, foi possível observar uma maior expressão de LC3 após 48 horas nas condições, sem infecção, infecção com M. bovis (BCG) e na condição de infecção com Mtb proveniente do isolado clínico de alta prevalência 76937. CONCLUSÕES: Os genes ATG4B, ATG4C, ATG7 e LGALS3 foram capazes de separar os grupos TB ativa e TB-HIV dos demais, sugerindo uma relação destes com a TB ativa, enquanto os genes ATG9A, IFNA10 e THBD foram capazes de separar os grupos LTBI e HIV. Os fatores virulência do Mtb podem influenciar no desenvolvimento da autofagia, uma vez que o gene LC3 foi sugerido com diferentes níveis de expressão nos diferentes isolados clínicos de Mtb; O tempo de indução da autofagia através da rapamicina pode influenciar nos diferentes níveis de expressão de LC3 observados em macrófagos infectados por diferentes micobactérias. Palavras-chave: autofagia, tuberculose, HIV, expressão de genes, expressão de LC3.

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Fiocruz lança editais de concurso

A Fundação Oswaldo Cruz publicou, nesta terça-feira (12/12), os três editais do Concurso Fiocruz 2023. São oferecidas 300 vagas de nível superior, igualmente distribuídas para os cargos de Tecnologista em Saúde Pública, Analista de Gestão em Saúde e Pesquisador em Saúde Pública. Há vagas em todas as unidades da Fundação, no Rio de Janeiro e demais estados. O período de inscrições será de janeiro a março de 2024: das 10h de 22/01 às 23h59 de 5/3/2024. As primeiras provas serão realizadas no fim de abril. 

Todas as informações sobre o processo seletivo, distribuição das vagas por perfil e cidades, atribuições dos cargos, pré-requisitos e conteúdo programático para concorrer estão disponíveis nos editais publicados no Diário Oficial da União e podem ser acessados na página Concurso Público Fiocruz 2023. A página tem informações institucionais, sobre os concursos anteriores e sobre os salários dos cargos disponíveis. Também estão acessíveis um guia de perguntas e respostas, além de informações sobre os canais de relacionamento para dúvidas. 

“Hoje é um dia muito especial para a Fiocruz. É a primeira vez, depois de sete anos, que a Fiocruz volta a contratar profissionais pela via do concurso público. Estamos muito felizes com isso”, declarou o presidente da Fundação, Mario Moreira. “A expectativa é que nos próximos três anos tenhamos também editais de chamamento público. A gente sabe que o déficit da Fiocruz é muito maior que esse número de vagas, mas é um bom início, um início promissor”, afirmou. O presidente espera a inscrição de muitos candidatos e candidatas. “É um ótimo local de trabalho, como vocês sabem, e todos aqui se realizam”, completou Mario Moreira. 

Destaques 

O diretor-executivo e presidente da Comissão de Concurso da Fiocruz, Juliano Lima, destacou os mecanismos voltados para os processos de inclusão e medidas de acessibilidade, tanto das pessoas negras quanto das pessoas com deficiência. “Com o objetivo de ampliar o ingresso de pessoas negras e de pessoas com deficiência, nós buscamos o máximo de amplitude, potencializando a efetividade das ações afirmativas”, ressaltou. 

“Nós esperamos, com esse concurso, ter o ingresso de novas pessoas que nos ajudem no cumprimento de nossa missão, que é levar ciência e tecnologia a favor da saúde do povo brasileiro”, afirmou Juliano. Os editais oferecem vagas para diversas áreas de saúde e tecnologia, e uma gama variada de profissões. As vagas de Tecnologista em Saúde Pública, por exemplo, incluem profissionais de engenharia e advocacia, além dos especialistas em saúde, como enfermeiros, médicos e fisioterapeutas.  

Já o edital para Analista de Gestão traz oportunidades para especialistas em logística, gestão de pessoas e de infraestrutura. “O edital destinado ao cargo de Pesquisador em Saúde Pública abrange uma diversidade de áreas de atuação, que passam por Ambiente em saúde, Mudanças Climáticas, Ciências Biológicas Aplicadas, Pesquisa Clínica, História da saúde e muitas outras áreas afins aqui da Fundação Oswaldo Cruz”, exemplifica o diretor-executivo. 

O concurso será realizado em todas as cidades brasileiras em que a Fiocruz mantém unidades e os candidatos poderão realizar as provas mesmo quando decidirem concorrer a uma vaga em cidade diferente. “É um mecanismo desse edital de viabilizar que as pessoas possam realizar as provas com o mínimo de deslocamento possível”, afirmou Juliano Lima.

Fiocruz Bahia

Para a Fiocruz Bahia, serão 13 vagas para os cargos de Pesquisador(a) em Saúde Pública, Tecnologista em Saúde Pública e Analista de Gestão em Saúde, distribuídas entre os perfis, sendo uma vaga para cada perfil. Confira a tabela:

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Estudante do PGPAT recebe Prêmio UFBA de Tese

Mariana Araújo e a coordenadora do PGPAT, Clarissa Gurgel.

A tese de doutorado que analisou a relação entre anemia e os desfechos clínicos desfavoráveis em pessoas com HIV recebeu o Prêmio UFBA de Tese, Dissertação Acadêmica e Trabalho de Conclusão de Programa Profissional Ano 2021 e 2022. Produzida por Mariana Araújo Pereira, a pesquisa teve orientação de Bruno de Bezerril Andrade, e foi realizada através do Programa de Pós-Graduação em Patologia Humana (PGPAT), uma colaboração entre a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Fiocruz Bahia. A premiação aconteceu ontem, 12 de dezembro, no Salão Nobre da Reitoria da UFBA.

Para Mariana, ganhar o prêmio tem um grande significado. “Acho que é uma forma muito importante de ter não só o meu trabalho, mas de todo o meu grupo sendo reconhecido”, afirma. A estudante explica que os seis artigos que compuseram a tese foram feitos a partir de colaborações nacionais e internacionais com grandes grupos.

“A colaboração dos meus colegas de laboratório e, principalmente, do meu orientador, foram fundamentais para conseguir publicar esses trabalhos com alta qualidade de desenvolvimento, escrita e ilustrações”, ressalta. Mariana também destaca o papel da Fiocruz Bahia no desenvolvimento do trabalho. “Foi no Instituto Gonçalo Moniz que tive excelentes professores de doutorado, assim como desenvolvi minhas pesquisas, compartilhei com colegas e construí a minha tese”, pontua.

Bruno Bezerril salienta a maturidade acadêmica da orientanda e considera o prêmio um dos grandes reconhecimentos da tese, juntamente com menções honrosas do Prêmio Fiocruz de Tese e do Prêmio Gonçalo Moniz. “Mariana fez um doutoramento sólido e muito rápido e eficaz. Sua facilidade de aprender, seu cuidado no manejo e análise de dados, seu caráter e carisma, fizeram ela ascender como uma das grandes líderes do meu grupo com uma velocidade impressionante”. Mariana hoje assume funções importantes para o funcionamento do grupo, com atividades científicas, mas também de gestão, além de supervisionar muitos estudantes em estágios iniciais de suas carreiras.

O pesquisador também menciona as contribuições do trabalho premiado e o papel da Fiocruz Bahia. “A tese da Mariana mostra que a ciência que resulta em contribuições fundamentais vem de um esforço coletivo. Além disso, a tese mostra como a análise cuidadosa e visualização de dados pode auxiliar a responder questões relevantes para a saúde pública. Outro ponto relevante é ter um grupo baiano coordenando análises com dados de grupos sólidos como ACTG e RePORT, demonstrando o nível de protagonismo da ciência local e regional. Acreditamos que o IGM é fundamental na formação de uma base sólida de cientistas que podem mudar o mundo. Mariana é somente um dos nossos grandes exemplos institucionais”, avalia.

Importância da pesquisa

Os resultados da pesquisa realizada por Mariana Araújo sugerem uma forte associação entre diferentes graus de anemia e a presença de inflamação sistêmica, o desenvolvimento de tuberculose e o risco de morte durante os períodos de acompanhamento da terapia antirretroviral. Também é destacado que, embora o desenho do estudo não permita determinar se a anemia é a causa ou a consequência do processo inflamatório, os achados “demonstram a utilidade da hemoglobina, um marcador de baixo custo e fácil acesso, como um indicador do distúrbio inflamatório relacionado à tuberculose e à mortalidade em pessoas com HIV (PVHIV)”.

A autora afirma que as descobertas reforçam a importância do acompanhamento cuidadoso da anemia em pessoas vivendo com HIV e destacam a necessidade de abordagens personalizadas no tratamento desses pacientes. “A pesquisa científica continua progredindo para melhorar a qualidade de vida e a saúde de todas as pessoas afetadas pelo HIV, e o estudo da anemia é apenas uma parte desse processo”, observa. E conclui que os resultados fornecem informações valiosas para o avanço do conhecimento sobre a imunopatologia da infecção por HIV e podem implicar na necessidade de melhorias e criação de diretrizes, protocolos e escores de avaliação para o acompanhamento e tratamento de PVHIV com anemia. Sugere-se a investigação obrigatória da anemia antes do início da terapia antirretroviral, com a classificação da gravidade (leve, moderada ou grave), a fim de identificar fatores de risco para os desfechos do tratamento.

O prêmio

O Prêmio UFBA é promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação e tem como objetivo reconhecer o mérito acadêmico e contribuição para a sociedade brasileira de trabalhos defendidos no âmbito da pós-graduação. Entre as categorias do prêmio estão a Tese 2021; Tese 2022; Dissertação Acadêmica 2021; Dissertação Acadêmica 2022; Trabalho de Conclusão de Programa Profissional 2021; e Trabalho de Conclusão de Programa Profissional 2022.

Foram escolhidas as melhores teses e dissertações das grandes áreas de conhecimento Ciências Agrárias e Florestais; Ciências Biológicas; Ciências da Saúde; Ciências Exatas e da Terra; Ciências Humanas; Ciências Sociais Aplicadas; Engenharias; Linguística, Letras e Artes; e Interdisciplinar. Já o Trabalho de Conclusão de Curso de Programa Profissional teve uma categoria única.

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Evento marca 50 anos do PGPAT

O Programa de Pós-graduação em Patologia Humana (PGPAT), da Universidade Federal da Bahia (UFBA) em associação com a Fiocruz Bahia, comemorou 50 anos de existência com evento realizado nos dias 29 de novembro a 02 de dezembro, na Fiocruz Bahia. A celebração, que reuniu docentes, discentes e estudantes egressos, simboliza a trajetória de sucesso e contribuição do PGPAT para a formação de recursos humanos de excelência no país, especialmente na região Nordeste.

A solenidade de abertura contou com a participação da coordenadora do programa, Clarissa Gurgel; da vice-coordenadora Juliana Perrone; da coordenadora Geral de Educação da Fiocruz, Cristina Guillan, representando a Vice-Presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Machado; a diretora da Fiocruz Bahia, Marilda Gonçalves; o coordenador de Iniciação à Pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UFBA, Leandro Abreu, representando o reitor Paulo Miguez; e do diretor da Faculdade de Medicina da UFBA, Antonio Alberto Lopes.

Para Guillain, o evento é a culminância de um longo trajeto. “Hoje, esse trajeto resulta nesse momento festivo de comemoração, um momento com aspectos que juntam a emoção, a humanidade e ao mesmo tempo a racionalidade científica”. Leandro Abreu reiterou a relevância do PGPAT. “Parabenizo o esforço de todos os envolvidos para que esse programa alcançasse seu nível de excelência. Esse é um marco de tempo da qualidade e compromisso com a formação de tantos profissionais e cientistas de excelência”.

Lopes parabenizou a coordenação do programa e mencionou a influência da patologia para sua própria formação. “Ressalto a importância da patologia para a formação médica e vejo o estabelecimento da parceria entre UFBA e Fiocruz Bahia muito importante para todos nós”. Marilda Gonçalves mencionou os fundadores do programa, os pesquisadores Zilton e Sonia Andrade, e destacou dois momentos importantes da história do PGPAT. “O programa, sob coordenação do Dr. Manoel Barral, ampliou o escopo de profissionais das áreas das ciências da saúde e biomédicas no programa, decisão importante para o sucesso PGPAT. Outro marco foi a organização da Vice-Diretoria de Ensino do IGM, durante a Vice-Diretoria do Dr. Bernardo Galvão”.

Clarissa Gurgel, egressa do PGPAT, introduziu o evento lendo um memorial resumido sobre o programa, mencionando momentos históricos. “Preparamos um evento que comemora os nossos discentes, egressos, nossas linhas de pesquisas históricas e a inovação da patologia computacional”. Concluiu ratificando: “somos resultado de uma cadeia firme e sustentável de sabedoria, dedicação e amor pelo ensino e pela pesquisa que reflete na formação de melhores profissionais de saúde na assistência e para a academia. Somos mais do que uma associação entre duas grandes instituições, a UFBA e a Fiocruz; somos uma unidade indissociável que fortalece o Sistema Nacional da Pós-Graduação, a democracia, a diversidade, a esperança, a saúde e educação pública de excelência. Abraçamos a riqueza de experiências multiculturais, a solidariedade e a inclusão; acreditamos no poder de transformar e multiplicar de cada profissional que se forma no PGPAT.”

Sessões temáticas

No primeiro dia, foram realizadas, pela manhã, a sessão temática “Integra PGPAT: Construindo Pontes entre a Graduação e a Pós-Graduação”, com apresentações de doutorandos do curso, e a sessão intitulada “UFBA e Fiocruz: Instituições Parceiras no Cenário do Ensino e Pesquisa da Região Nordeste”, ministrada por Ronaldo Lopes, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFBA, e Cristina Guillan.

Pela tarde, ocorreu uma mesa redonda de egressos do PGPAT, na qual o pesquisador da Fiocruz Bahia, Luiz Freitas, abordou “A pós-graduação e a formação médica”; a pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), Jaqueline Góes, falou sobre “A importância da diversidade na pós-graduação”; e o pesquisador da Fiocruz Bahia, Bruno Bezerril, apresentou “A importância da internacionalização”.

No dia 1º de dezembro, a programação também incluiu a sessão científica com o tema “Como a IA poderá impactar a Patologia Computacional?”, ministrada pelo professor  Fernando José Ribeiro Sales, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e uma palestra sobre o futuro da pós-graduação no Brasil, apresentada pelo coordenador da Área de Medicina II da CAPES, Julio Croda.

Também aconteceram sessões que abordaram a equidade de gênero e popularização da ciência na pós-graduação e importância da representação estudantil. Na mesa de encerramento, a coordenação do programa prestou uma homenagem aos egressos, estudantes e ex-coordenadores do PGPAT. Logo após, ocorreu a Sessão Anatomoclinica, dos Clubes de Especialidade.

Conferências Clínico-Patológicas

As Conferências Clínico-Patológicas 2023, que fazem parte do calendário acadêmico do PGPAT, foram realizadas no dia 30/11. O coordenador do curso e pesquisador da Fiocruz Bahia, Washington Santos, abriu o evento apresentando uma breve história da patologia diagnóstica. Ao longo do dia, especialistas de diversas instituições do país abordaram temas como técnicas histoquímicas e imuno-histoquímicas, patologia renal e computacional, ambientes digitais na patologia, uso de inteligência artificial e diagnóstico, a rede PathoSpotter, dentre outros.

Participaram estudantes da pós-graduação, patologistas e profissionais das ciências da computação de várias universidades. De acordo com Santos, este ano, o curso lançou a proposta de criação de uma Sociedade Brasileira de Patologia Digital e Computacional. “Foi criada uma comissão que trabalhará na proposta e deverá apresentar os encaminhamentos já na Assembleia anual da Sociedade Brasileira de Patologia”, explicou o coordenador.

O programa

O PGPAT teve início em 1973 e tem ênfase nas áreas de imunopatologia de doenças infecciosas e crônicas, inserindo-se em Patologia Humana e Patologia Experimental. Alcançou o conceito 6 na CAPES nas últimas quatro avaliações, sendo um dos melhores avaliados entre os Programas de Patologia do Brasil. O corpo docente interdisciplinar oportuniza uma visão integrada da patologia e suas aplicações, favorecendo projetos transversais de ciência, tecnologia e inovação com expressão nacional e internacional. A relevância acadêmica e inserção na área de conhecimento da Patologia refletem em uma contribuição para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil e do mundo.

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Pesquisador é eleito membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências

O pesquisador Bruno Solano, da Fiocruz Bahia, se tornou membro afiliado da região Nordeste e Espírito Santo da Academia Brasileira de Ciências (ABC). O anúncio foi feito no dia 4 de dezembro, após a Assembleia Geral Ordinária da ABC. O membro afiliado é uma categoria de pesquisadores com menos de 40 anos de idade, eleitos pelos membros titulares, representando as diferentes regiões do Brasil, em um mandato de cinco anos. 

Solano disse se sentir honrado por ser eleito para fazer parte da ABC e acredita que esse reconhecimento não é apenas pessoal, mas uma oportunidade para trazer visibilidade para as contribuições científicas do Nordeste. “Representa uma oportunidade única de contribuir para o avanço da ciência em nosso país”, enfatizou o pesquisador. 

A cerimônia de posse dos novos membros associados acontecerá na segunda quinzena de agosto de 2024, em diplomação associadas a simpósios científicos de cada região.

Sobre o pesquisador

Bruno Solano de Freitas Souza possui graduação em medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), mestrado em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa pela Fiocruz Bahia, doutorado em Patologia Humana, pelo PGPAT, da UFBA em ampla associação com a Fiocruz Bahia, e possui MBA na área de gestão em saúde pela Fundação Getúlio Vargas. 

É pesquisador da Fiocruz Bahia e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), além de ser médico coordenador e responsável técnico do Centro de Biotecnologia e Terapia Celular do Hospital São Rafael, com área de pesquisa em biotecnologia, células-tronco e genética.  Atua em projetos de pesquisa clínica e translacional com foco principal nas áreas de terapia celular, medicina regenerativa, edição gênica, CRISPR/Cas9 e estudos de biomarcadores. É bolsista de produtividade nível 2 do CNPq.

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Inscrições prorrogadas e errata do processo seletivo 2024.1 do PGBSMI

A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa (PGBSMI) informa que houve alterações no cronograma e no Anexo 9, relativos ao processo de inscrição no SIEF, conforme estabelecido no edital de seleção 2024.1, para ingresso nos cursos de Mestrado e Doutorado.

O prazo de inscrição foi estendido até o dia 15 de dezembro, mantendo-se inalteradas as datas de apresentação, análise do anteprojeto e as entrevistas. Todas as informações referentes ao processo seletivo, podem ser encontradas no site do programa

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Seminário sobre equidade de gênero e raça na ciência marca Novembro Negro

O Seminário Equidade Étnico-racial e Gênero nas Ciências aconteceu nos dias 28 e 30/11, no contexto da campanha do Novembro Negro. O primeiro dia reuniu, na Fiocruz Bahia, autoridades, pesquisadores e representantes de instituições de pesquisa, fomento, ensino e da sociedade civil. O evento, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e pelo Instituto Serrapilheira, tem como principal objetivo discutir temas relacionados à divulgação científica e popularização da ciência, no âmbito da equidade de gênero e raça. 

A mesa de abertura foi composta pela diretora da Fiocruz Bahia, Marilda Gonçalves; a diretora de Políticas e Programas da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti), Sahada Luedy Palmeira, representando o secretário André Joazeiro; Silene Assis, representando a Deputada Estadual Olívia Santana; a secretária de Promoção da Igualdade Racial da Bahia, Ângela Guimarães; a integrante do Comitê Estadual da Saúde da População Negra e assessora da Sepromi, Aline Teles, e a coordenadora da área de Divulgação Científica na Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristina Araripe. 

Os participantes foram recebidos por Lorena Magalhães, coordenadora do Núcleo Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz Bahia. A representante da Secti falou da importancia da união de esforços que resultem no aumento da presença de negros e mulheres na Ciência, Tecnologia e Invovação. “Essa é uma premissa da secretaria e estamos de portas abertas para esses projetos que tenham questões de gênero e raça como prioridade”, afirmou Sahada Palmeira. 

A secretária da Sepromi disse que celebra o trabalho cotidiano de instituições como a Fiocruz e a mobilização popular pela inclusão. “A sociedade clama para que a diversidade da qual nós somos formados, os olhares, as experiências, sejam refletidos na produção científica, porque não há produção científica neutra. Para o alvorecer de uma sociedade com bases civilizatórias verdadeiramente democráticas, é necessário que a diversidade, que é própria da humanidade, seja absorvida”.

Marilda Gonçalves comentou como o fato de a Fiocruz ter tido a primeira presidente mulher com 120 anos da Fundação motivou ações institucionais voltadas para questões de gênero, como o projeto “Mulheres e meninas na ciência”. “Essas ações são importantes, porque as mulheres precisam estar em todos os lugares, inclusive em cargos de liderança”. A diretora ressaltou a importância de discutir, junto à questão de gênero, a equidade racial na produção e divulgação científica. “O racismo é estrutural e nós temos a responsabilidade de lutar contra ele. Quero viver para ver que uma mulher negra não precisará provar, mais do que todas as outras pessoas, que ela é capaz”, afirmou.

Cristina Araripe, que coordena o “Meninas e mulheres na ciência”, observa que esse é um tema abrangente, fundamental para as instituições de Ciência e Tecnologia e as universidades. “As instituições precisam realmente ter políticas voltadas para enfrentamento do problema do racismo e o compromisso com a luta das mulheres de forma geral”.

Raika Moisés, da Gestão de projetos e Divulgação Científica do Instituto Serrapilheira, abordou a equidade racial na produção e divulgação científica na instituição em que atua, na primeira palestra da programação, mediada por Antonio Brotas, coordenador da Gestão da Comunicação e Divulgação Científica da Fiocruz Bahia.

Pela tarde, a mesa redonda “População negra brasileira e a busca por equidade racial na ciência”, teve a participação de Romilson da Silva, da Associação dos Pesquisadores Negros da Bahia, Michel Chagas, do Instituto Serrapilheira, e Lázaro Cunha, do Instituto Steve Biko, mediada por Aline Teles. O debate sobre “Avanços e desafios para as mulheres na ciência” da segunda mesa encerrou a programação do dia, com a presença de Marilda Gonçalves, Cristina Araripe e Joilda Nery, professora do Instituto de Saúde Coletiva (ISC/UFBA).

Colégio Central da Bahia

Na quinta-feira (30/11), a programação foi dedicada aos alunos da rede pública estadual que puderam participar de palestras, oficinas, rodas de conversa e mostra de Ciências. Com o tema “Divulgação Científica e Educação antirracista’, a mesa de abertura, mediada pelo coordenador da Gestão de Comunicação e Divulgação Científica da Fiocruz Bahia, Antônio Brotas, contou com a participação do historiador Maurício Neto, da coordenadora do Núcleo Pró-equidade de Gênero e Raça da Fiocruz Bahia, Lorena Magalhães e do presidente da Associação de Pesquisadores Negros da Bahia, Romilson Santos. O evento, realizado no Colégio Central da Bahia, contou com a presença de estudantes do Colégio 2 de Julho, do Colégio Estadual Dinah Gonçalves e do Colégio Estadual Professor Carlos Barros, além dos alunos da casa.

Logo após a abertura, os alunos participaram da oficina formativa antirracismo, com o Coletivo Auto-organizado de Estudantes e Profissionais Negras e Negros da Medicina – NegreX, oficina de fotografia com o fotojornalista Caique Fialho e oficina de podcast com a professora e apresentadora do Podcast (Com)ciência Negra, Lorena Ribeiro. 

Os pesquisadores associados do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde – Cidacs, Félix Neves, Idália Oliveira e Laís Sacramento, foram os responsáveis pela roda de conversa ‘Negro, Negra e Pesquisador (a): Como construir uma carreira científica?’ que apresentou os caminhos para a construção de uma carreira científica e as suas diferentes possibilidades. 

Durante as atividades, os participantes puderam aprender um pouco sobre a leishmania e suas formas, visualizando larvas, ovos e flebótomos. A programação contou ainda com mostra científica com realização de experimentos, demonstração de teste de Ph, observação de microrganismos e células falciformes em microscópio, observação de lâminas histológicas e utensílios de laboratório. Os expositores também apresentaram ainda coleção de mosquitos da Fiocruz Bahia. 

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Marcadores para diagnóstico da tuberculose são avaliados em dissertação

Estudante: Thainá Matos Horta da Silva
Orientação: Adriano Queiroz Silva
Coorientação: Jéssica Dias Petrilli
Título da dissertação: “AVALIAÇÃO DE MARCADORES MOLECULARES PARA O DIAGNÓSTICO DA TUBERCULOSE PULMONAR”
Programa: Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa
Data de defesa: 17/01/2024
Horário: 13h00
Local: Sala Virtual do Zoom
ID da reunião: 865 8578 7914
Senha: thaina

Resumo

INTRODUÇÃO: Em muitos países onde a Tuberculose pulmonar (TB) é endêmica, o diagnóstico ainda é realizado a partir de exames como a baciloscopia e a cultura de escarro. Essas técnicas possuem limitações, sobretudo devido ao uso da amostra de escarro para a realização dos exames. O GeneXpert MTB/RIF representa uma alternativa com sensibilidade e especificidade superiores a 95%, no entanto, além de utilizar a amostra de escarro, o alto custo dos equipamentos impede o seu uso nas redes de atenção primária. Diante disso, Organização Mundial da Saúde (OMS) sugeriu o desenvolvimento de um novo teste que não utilizasse o escarro, e que apresentasse sensibilidade >98% em pacientes com baciloscopia positiva e cultura positiva, e >68% em pacientes com baciloscopia negativa e cultura positiva. OBJETIVO: Avaliar marcadores moleculares no sangue total para o diagnóstico da tuberculose pulmonar. METODOLOGIA: Esse trabalho foi dividido em duas etapas. No estudo de fase 01, os níveis de expressão dos genes FCGR1A, GBP5, IRAK3, PDCD1LG2, MAPK14, CD274, CD59, ICAM1, IFITM1, PML, C1QA e CR1 foram determinados por RTqPCR em amostras de sangue total de indivíduos sadios (HC) (N=9) e com TB pulmonar (N=10). Na fase 02 do trabalho, a capacidade diagnóstica dos genes previamente selecionados na fase 01, individualmente ou em assinaturas transcricionais, foram avaliadas em amostras de sangue total de 75 pacientes sintomáticos respiratórios com suspeita clínica de TB. Após o diagnóstico laboratorial, esses indivíduos foram classificados como TB pulmonar (N=27) ou sintomáticos respiratórios negativos para TB (SR) (N=48). RESULTADOS: Na fase 01 do trabalho, os genes FCGR1A, GBP5, IRAK3 e PDCD1LG2 foram os que apresentaram o melhor desempenho em diferenciar os indivíduos com TB e sadios com a área sob a curva (AUC) = 0.93 (IC 95% 0.81 – 1.00), 0.83 (0.64 – 1.00), 0.75 (0.52 – 0.98), 0.75 (0.53 – 0.97), respectivamente. As análises de fase 02 do trabalho revelaram que, os genes FCGR1A com AUC de 0.89 (0.8106 – 0.9710), PDCD1LG2 com AUC de 0.85 (0.7629 – 0.9508) e GBP5 com AUC de 0.82 (0.7163 – 0.9265), apresentaram os melhores desempenhos. O gene IRAK3 não foi capaz de distinguir os pacientes com TB e SR. Análises das assinaturas transcricionais revelaram AUC de 0.88 para as assinaturas FCGR1A+PDCD1LG2 e IRAK3+PDCD1LG2, 0.87 para FCGR1A+PDCD1LG2+GBP5 e FCGR1A+PDCD1LG2+GBP5+IRAK, 0.86 para GBP5+IRAK3+PDCD1LG2, GBP5+PDCD1LG2 e IRAK3+FCGR1A e 0.73 para IRAK3+GBP5. CONCLUSÃO: Os dados sugerem um elevado poder diagnóstico dos genes FCGR1A, PDCD1LG2 e GBP5 para tuberculose pulmonar ativa na população avaliada.

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Fiocruz Bahia promove Seminário Equidade Étnico-racial e Gênero nas Ciências

A Fiocruz Bahia irá realizar nos dias 28 e 30 de novembro o Seminário Equidade Étnico-racial e Gênero nas Ciências. O evento apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e pelo Instituto Serrapilheira, tem como principal objetivo discutir temas relacionados à Divulgação Científica e popularização da Ciência, no âmbito da equidade de gênero e raça.

No dia 28, terça-feira, a programação contará com palestras realizadas no auditório Aluízio Prata, na Fiocruz Bahia, discutindo equidade racial na produção e Divulgação Científica; população negra brasileira e a busca por equidade racial na ciência; e os avanços e desafios para as mulheres na ciência.

Já no dia 30, quinta-feira, o evento, direcionado para estudantes do ensino médio da rede pública estadual, contará com rodas de conversa, mostra científica, oficinas e palestras, discutindo a presença de pessoas negras no fazer científico e os caminhos para a equidade étnico-racial e de gênero na ciência. As atividades serão realizadas no Colégio Central da Bahia, em Salvador, a partir das 13h30.

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Vacinação marca 17ª edição do Fiocruz Pra Você

A 17ª edição do Fiocruz Pra Você aconteceu no Parque da Cidade, no dia 18 de novembro. O evento, realizado pela Fiocruz Bahia, com apoio da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) e da Secretaria de Saúde de Salvador (SMS), promoveu ações educativas e da saúde, como exposições, aferição de pressão e dosagem de glicemia, além de apresentação das atividades da Fiocruz Bahia e de instituições parceiras, com presença de pesquisadores, colaboradores e estudantes. O tema principal da feira foi a vacinação, que contou com a presença do Zé Gotinha. 

Participaram do evento a secretária de Educação do Estado da Bahia (SEC), Adélia Pinheiro; a Superintendente da Suvisa, Rivia Barros, representando a secretária da Sesab, Roberta Santana; a assessora de gabinete, Isamara Mendes, representando o secretário da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (Secti), André Joazeiro Mendes; e o oficial de gabinete, Otto Costa, representando a Secretária de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia (Sepromi), Ângela Guimarães, além da diretora da Fiocruz Bahia, Marilda de Souza Gonçalves, e o vice-diretor Valdeyer Reis.

Marilda Gonçalves explica que o evento permite interação maior com a sociedade, contribuindo para a divulgação científica e a comunicação das ações e pesquisas em desenvolvimento. “É um momento de participação dos servidores e estudantes, que apresentam diferentes atividades. Este ano, o Fiocruz pra você teve como tema central a campanha pela ampla cobertura vacinal, tendo em vista a baixa cobertura que tem ocorrido em todo o país, com uma queda abrupta na vacinação de crianças, adolescentes e adultos. Esse momento é especial e necessário, pois há detecção de casos de doenças já erradicadas, como a poliomielite e o sarampo”.

O Brasil recebeu, em 2015, pela Organização Mundial de Saúde, o certificado de erradicação do sarampo, mas perdeu este título três anos depois. “A situação é muito preocupante, pois coloca em risco a saúde de todas as pessoas. O país possui um dos maiores programas de vacinação do mundo, que completou 50 anos este ano. Não podemos perder essa conquista, que é de toda a sociedade, em especial nesse período pós-pandemia da COVID-19, quando testemunhamos o poder de prevenção de doenças que tem a vacinação, que salva vidas, que nos salvou”, afirmou a diretora.

No evento, foram oferecidas vacinas para Covid-19, hepatite A e B, poliomielite 1, 2 e 3, rotavírus, difteria, tétano, coqueluche, pneumocócica 10 valente, meningite C, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola e HPV. O público infantil pode se vacinar com o auxílio dos óculos de realidade virtual. As crianças também participaram de jogos e contaram com mesas para desenhos, além de brincar com os animadores. O Grupo Especial de Proteção Ambiental (GEPA), da Guarda Municipal Civil de Salvador, atuou na segurança do local e montou uma exposição com animais empalhados. Durante o dia, a dupla Acácias entreteu o público com música.

As irmãs Maria Antonia e Lara Oliveira, de 9 e 11 anos, disseram que gostariam de voltar mais vezes à feira. “Achei muito especial, adorei ver os bichinhos e adorei as brincadeiras”, disse Antonia. Já Lara, comentou que gostou das exposições, das canções e das pinturas. Eliomar dos Santos, que trabalha com aluguel de bicicletas no local, visitou a feira e se interessou pelo atendimento da dosagem de glicemia e aferição da pressão. “Seria bom que tivesse sempre essas feiras”, observou.

O Fiocruz pra Você é um evento nacional, promovido pela Fundação desde 1994, com foco em vacinação e atividades culturais, de divulgação científica e promoção da saúde. O projeto visa à integração e ao engajamento com as comunidades, promovendo ciência, diversão e solidariedade.

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Abertas as inscrições para curso sobre complexidade transcriptômica e análises de dados NGS

As inscrições para o curso “Estudando a complexidade transcriptômica através de análises de dados de sequenciamento de nova geração” podem ser realizadas neste link, até o dia 1º de dezembro. As aulas acontecem nos dias 18 a 22 de dezembro, nos idiomas português e espanhol, na Fiocruz Bahia.

O objetivo da capacitação é transmitir, mediante atividades teórico-práticas, os conceitos básicos e aplicados referente a diferentes tipos de análises de dados de sequenciamento genômico de células individuais, aplicados ao estudo de doenças transmissíveis e não transmissíveis. As aulas vão abordar temáticas relacionadas à transcriptômica de células individuais;  bases de dados públicas; comunicação célula-célula; transcriptômica espacial; transcriptômica de células individuais de um organismo completo; ATAC-Seq; entre outros.

Para outras informações acesse o site do curso.

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Dissertação avalia resposta de células mesenquimais à infecção por micobactérias

Estudante: Camila Santos da Silva
Orientação: Theolis Costa Barbosa Bessa
Coorientação: Scarlet Torres Moraes Mota
Título da dissertação: “Resposta de células mesenquimais à infecção por micobactérias”
Programa: Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa
Data de defesa: 06/12/2023
Horário: 14h00
Local: Sala Virtual do Zoom
ID da reunião: 873 1322 3195
Senha: camila

Resumo

INTRODUÇÃO: A tuberculose (TB) é uma doença infectocontagiosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis, de fácil disseminação e de difícil controle. A bactéria é transmitida por meio de aerossóis provenientes de pessoas contaminadas, gerados pela tosse, espirro ou fala, que se mantêm em suspensão no ar, podendo ser inalados por um novo hospedeiro e atingir suas vias aéreas. Os bacilos que eventualmente tenham sobrevivido em estruturas granulomatosas podem migrar dos macrófagos para células mesenquimais (MSCs), tornando-as reservatórios do bacilo, onde este permanece em estado de latência. As MSCs possuem capacidade imunomoduladora conhecida e podem fornecer um nicho privilegiado para as micobactérias, tornando-as tolerantes a medicamentos anti-TB. OBJETIVO: Descrever a infecção experimental de células mesenquimais (MSCs) com micobactérias in vitro, comparando-a com a resposta de macrófagos humanos (derivados de células de linhagem THP-1). MATERIAIS E MÉTODOS: Células MSCs e THP-1 foram plaqueadas em cultivos únicos, em condição de co-cultivo direto e em co-cultivo com separação por membrana. Foram realizadas as infecções com diferentes cepas de MTB, com taxa de infecção MOI de 10:1. Posteriormente as células foram lisadas e plaqueadas para obtenção de CFUs. Também foram realizadas dosagem de citocinas através do kit CBA. RESULTADOS: Após dificuldades na padronização da obtenção de CFUs, foi observado que em células THP-1, estão sendo internalizadas cerca de 3% das bactérias BCG e 5% das bactérias do isolado 76937. Em cultivos únicos a citocina IL-1β, foi mais expressa em células THP-1. No co-cultivo direto, a produção de IL-1β passou a ser maior nas células infectadas por cepas virulentas após 48h. Em co-cultivos com separação de membrana, as células THP-1 do inserto e infectadas secretam mais IL-1β. A citocina IL-6 foi mais expressa por MSCs no cultivo único após 48h. Os co-cultivos diretos apresentaram maior expressão dessa citocina. Poucos valores puderam ser interpolados e obtidos para a citocina IL-8, a expressão dessa citocina foi maior do que os valores da média da fluorescência obtidas para a curva padrão. Em cultivos únicos, a produção de IL-10 foi maior em células THP-1 infectadas com cepas virulentas. Em co-cultivo direto, a secreção de IL-10 foi aumentando ao longo do tempo. Em co-cultivos com separação, IL-10 foi mais expressa em células THP-1. IL-10 foi mais expressa no co-cultivo com separação por membrana do que no co-cultivo direto. Ao longo do tempo, as células THP-1 apresentaram maior secreção de IL-12 do que as MSCs. Em cultivo único, THP-1 expressou mais TNF em todas as condições de infecção. Células em co-cultivo direto secretaram mais TNF. No co-cultivo com separação, células THP-1 presentes no inserto e infectadas produziram mais TNF do que células MSCs. CONCLUSÃO: Pode-se concluir através deste trabalho que as células MSCs ao serem comparadas às células THP-1, possuem uma menor secreção de IL-1β, IL-10, IL-12 e TNF. De modo contrário, a citocina que as células MSCs apresentaram uma maior secreção foi IL-6. Células MSCs parecem desempenhar um papel interessante na manutenção da doença, principalmente em sua forma latente.

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Abertas inscrições para seleção de mestrado e doutorado do PGBSMI 2024.1

A coordenação do programa de Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa (PGBSMI), da Fiocruz Bahia, divulga a abertura das inscrições de candidatos que desejem participar do processo seletivo 2024.1 para ingresso no programa, no nível de Mestrado e Doutorado. As inscrições estão abertas e encerram em 08/12/2023. 

Para consultar o edital e se inscrever, é necessário acessar este link e selecionar o nível desejado.

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Olimpíada de Saúde e Meio Ambiente prorroga inscrições para seleção de doutorandos

A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz (Obsma) prorrogou a data de inscrições da seleção de doutorandos dos programas de pós-graduação de todas as unidades técnico-científicas e escritórios da Fundação para participarem de suas atividades pedagógicas. A iniciativa visa promover a participação de estudantes na construção e realização de ações educativas da Obsma. Reconhecendo a importância da educação e da divulgação científica para o desenvolvimento da ciência e tecnologia no país, a ampliação de seu impacto na sociedade, e, sobretudo, a importância da formação de novos pesquisadores comprometidos com a qualidade da educação básica, em 2023, a Olimpíada oferecerá três diferentes modalidades de participação para os doutorandos. Com o novo cronograma, candidaturas podem ser enviadas até 30 de novembro.

Acesse aqui a chamada completa e também o novo cronograma!

Os interessados podem concorrer às vagas nas seguintes modalidades: Oficinas Pedagógicas Saúde e Meio Ambiente e Alunos em Ação nas Escolas (Modalidade 1); Recursos Educacionais Abertos para a Educação Básica (Modalidade 2); e Informação e comunicação nas áreas temáticas interdisciplinares da saúde e meio ambiente (Modalidade 3). Estão disponíveis 24 vagas, sendo 8 por modalidade. 

A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) é um programa educacional bienal voltado a estudantes da educação básica, do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental (2º segmento) e do Ensino Médio, incluindo a Educação de Jovens e Adultos. Ela tem como objetivo estimular ações, projetos e atividades interdisciplinares nas escolas públicas e privadas de todo o país que contribuam para a educação de qualidade para todos, inclusiva e com mais oportunidades de aprendizagem relevantes e dinâmicas no campo da saúde, abrangendo ainda o conceito de uma vida saudável indissociável de um ambiente ecologicamente equilibrado e sustentável. Com ênfase em metodologias ativas de aprendizagem, este programa — já existe há 22 anos — tem o processo de construção de conhecimento como um de seus eixos centrais e estruturantes. Assim, a Obsma busca incentivar professores e alunos a abordarem, de forma crítica e criativa, temas transversais provocando discussões e reflexões sobre os desafios atuais no campo da saúde e ambiente. 

Leia os detalhes sobre cada uma das modalidades de participação de doutorandos em 2023:

Modalidade 1: Oficinas Pedagógicas Saúde e Meio Ambiente e Alunos em Ação nas Escolas

Seu objetivo é possibilitar que estudantes de doutorado da Fiocruz participem da realização de Oficinas Pedagógicas, Alunos em Ação e/ou outras ações educativas da Obsma.

Carga horária: 45h
Vagas: 8 

Descrição de atividades: A Obsma promove atividades pedagógicas visando criar espaços de diálogo e informação com professores e estudantes sobre as relações entre educação, saúde, meio ambiente, ciência e desenvolvimento de projetos interdisciplinares na sala de aula. Dentre as atividades, destacam-se as Oficinas Pedagógicas (presenciais e online) – espaço de formação docente que busca contribuir para a atualização e o aperfeiçoamento de profissionais da educação básica que atua em sala de aula – e os Alunos em Ação, que propõe realizar dinâmicas dialéticas com os estudantes nos temas de saúde, meio ambiente, ciência e sustentabilidade. 

Espera-se que os/as estudantes de doutorado contribuam para a construção e aperfeiçoamento de novas práticas pedagógicas a serem oferecidas aos professores e estudantes durante as Oficinas Pedagógicas e Alunos em Ação. Os/as doutorandos/as poderão também atuar em outras atividades educativas da Obsma, interagindo com os/as professores/as e estudantes da educação básica nas temáticas ciência, educação, saúde e meio ambiente.

Modalidade 2: Recursos Educacionais Abertos para a Educação Básica

Esta modalidade visa estimular estudantes de doutorado da Fiocruz a proporem e desenvolverem Recursos Educacionais Abertos com foco na promoção da saúde e educação ambiental, contribuindo de modo efetivo para a melhoria da qualidade do ensino nas áreas curriculares transversais saúde e meio ambiente.

Carga horária: 45h
Vagas: 8 

Descrição de atividades: De acordo com o portal Fiocruz, os Recursos Educacionais Abertos (REA) são qualquer recurso educacional disponível abertamente para uso por educadores e alunos, sem a necessidade de pagar direitos autorais ou taxas de licença para sua utilização. Nesta modalidade, espera-se que o/a estudante de doutorado possa desenvolver, criar e produzir novas propostas de REA a partir de uma das seguintes temáticas na interface saúde e meio ambiente: Alimentação e nutrição; Ambiente, ecologia e biodiversidade; Arboviroses e doenças tropicais; Biotecnologia; Comunicação e saúde; Determinantes sociais da saúde; Divulgação científica; Doenças crônicas; Doenças infecciosas; Doenças negligenciadas; Economia e saúde; Educação Ambiental / Educação para a sustentabilidade; Educação em ciências; Educação em saúde; Entomologia e controle de vetores; Epidemiologia; Ética em pesquisa; Formação docente; Genética e biologia molecular; História, saúde e ciência; Informação em saúde; Medicamentos e vacinas; Microbiologia em saúde e resistência microbiana; Mulheres e meninas na ciência; Nanotecnologia e novos materiais; Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma); Parasitologia e paleoparasitologia; Políticas identitárias; Políticas públicas; Saúde da família; Saúde do idoso; Saúde e direitos humanos; Saúde e gênero; Saúde perinatal, da criança e do adolescente; Saúde Única; e Sistema Único de Saúde (SUS). 

Modalidade 3: Informação e comunicação nas áreas temáticas interdisciplinares da saúde e meio ambiente

O objetivo desta modalidade é estimular estudantes de doutorado da Fiocruz a contribuírem com novas estratégias de educação, divulgação científica e engajamento voltadas para a informação e a comunicação em saúde e meio ambiente na educação básica, e suas interfaces com a promoção da saúde e a educação ambiental, com ênfase na sustentabilidade.

Carga horária: 45h 
Vagas: 8

Descrição de atividades: Nesta modalidade espera-se que o/a estudante de doutorado proponha estratégias de interação com o público-alvo da Obsma, tendo como finalidade estimular a participação de professores e estudantes nas atividades pedagógicas, assim como no certame da 12ª edição da Obsma. Os exemplos de trabalhos a serem desenvolvidos incluem a criação de materiais informativos e de comunicação sobre a Olimpíada; a criação de estratégias de interação com o público e aprimoramento do site da Obsma que tornem o acesso aos seus conteúdos mais intuitivos e dinâmicos; e a criação de espaços de diálogos (presenciais ou virtuais) para trocas de experiências e compartilhamento de conteúdos sobre a Olimpíada, sobre saúde e meio ambiente.

Acesse aqui a chamada

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Fiocruz Bahia promove feira de saúde e ciência no Parque da Cidade

No dia 18 de novembro, a Fiocruz Bahia vai realizar a 17ª edição do Fiocruz Pra Você, no Parque da Cidade. O evento, gratuito e destinado ao público geral, terá como tema principal a vacinação. Na programação, está prevista a realização de ações educativas e de promoção da saúde, como vacinação, aferição de pressão e dosagem de glicemia, além de apresentação das atividades da Fiocruz e de instituições parceiras, com participação de pesquisadores, colaboradores e estudantes. A Fiocruz Pra Você tem o apoio da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) e da Secretaria de Saúde de Salvador (SMS). 

O que: Fiocruz Pra Você 2023
Quando: 18/11/2023
Horário: 09h às 16h
Onde: Parque da Cidade – Joventino Silva

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Fiocruz Bahia disponibiliza curso para uso da plataforma REDCap 

A Fiocruz Bahia disponibilizou o curso online “Gestão de dados e REDCap”, no campus virtual da Fiocruz. O objetivo é capacitar os participantes a compreender os princípios fundamentais de gestão de dados em saúde, explorar ameaças à segurança de dados e aprender estratégias para proteger informações sensíveis de pacientes, garantindo conformidade com regulamentos de privacidade. Para realizar o curso é necessário se inscrever neste link, gratuitamente, até 1º de novembro de 2024.

A capacitação é composta por 3 módulos de aulas gravadas: segurança e gestão de dados em saúde, bancos de dados em saúde e introdução ao uso do REDCap. O intuito é que os alunos dominem o uso da plataforma REDCap para configuração, criação de formulários personalizados, importação/exportação de dados e gerenciamento de projetos de pesquisa em saúde. 

REDCap é a sigla para Research Electronic Data Capture, uma sofisticada plataforma para coleta, gerenciamento e disseminação de dados de pesquisas. A importância deste curso reside na crescente necessidade de profissionais de saúde, pesquisadores e especialistas em TI adquirirem habilidades específicas para lidar com dados em saúde de maneira eficiente e segura. Isso é crucial para garantir a confiabilidade das informações clínicas, a proteção da privacidade dos pacientes e a conformidade com regulamentos rigorosos.

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Cidacs da Fiocruz Bahia recebe homenagem em evento do Ministério da Saúde

O Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para a Saúde (Cidacs) da Fiocruz Bahia foi homenageado na 17ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (ExpoEPI), no dia 07 de novembro, no Centro de Convenções Internacional do Brasil, em Brasília. O evento, que segue até o dia 10, visa divulgar e premiar os serviços de saúde do país que se destacaram pelos resultados alcançados em atividades relevantes para a Saúde Pública. Em todas as edições, a ExpoEPI presta homenagem a instituições, pela relevante contribuição dos seus trabalhos.

A homenagem foi entregue ao coordenador do Cidacs, Maurício Barreto. Participaram do evento o vice-diretor de Pesquisa da Fiocruz Bahia, Ricardo Riccio, o vice-coordenador do Cidacs, Pablo Ramos, a assessora especial Maria Yury Ichihara, o pesquisador Manoel Barral e a pesquisadora Leila Campos. Barreto ressaltou a importância de estar lado a lado a instituições como o Instituto Butantan, a Sociedade Brasileira de Medicina Tropical e a própria Fiocruz, da qual o Cidacs faz parte. “É muito importante e interessante, a gente ser destacado em meio a essas instituições tão relevantes. E mostra que apesar de ser relativamente menor que elas, a gente tem dado importantes contribuições que são visíveis e são percebidas”, declara.

A ExpoEpi tem como missão consolidar a troca de experiências relacionadas à vigilância, prevenção e controle de doenças e agravos de interesse da Saúde Pública, reunindo os principais protagonistas deste campo. Promovida pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (SVSA/MS), a mostra tem premiado experiências inspiradoras desde 2001, que contribuem para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Presidente da Fiocruz se reúne com governador da Bahia e visita Bahiafarma

O presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) se reuniu com o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, hoje (9/11), no Centro Administrativo da Bahia (CAB). O encontro teve como objetivo discutir as possíveis parcerias entre o governo do Estado da Bahia e a Fiocruz, com contribuições para a saúde, ciência, desenvolvimento tecnológico e inovação.

Também participaram a secretária de Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana; os vice-diretores de Pesquisa, Ricardo Riccio, e de Gestão, Valdeyer Galvão dos Reis, da Fiocruz Bahia, o diretor de Bio-Manguinhos (Fiocruz), Maurício Zuma; e a diretora-presidente da Bahiafarma, Ceuci Nunes. Os principais pontos abordados foram a colaboração com as pesquisas e desenvolvimento de medicamentos; negociação da incorporação de etapas produtivas; e a realização de parcerias para capacitação técnica e de pessoal.

Bahiafarma

Pela manhã, Mário Moreira e os representantes da Fiocruz visitaram a sede da Bahiafarma para conhecer a estrutura da fábrica e iniciar a construção de parcerias, em reunião com a diretoria e profissionais da assessoria técnica da instituição.

O presidente da Fiocruz destacou que é responsabilidade da Fundação atuar com outros laboratórios oficiais, para identificar oportunidades de parcerias produtivas. Ele afirmou que está empenhado em desenvolver essas ações. “Temos projetos que podem servir para promover um trabalho conjunto. Por isso, acredito que seja importante criarmos uma oficina de trabalho para que as nossas instituições possam identificar as áreas onde possamos seguir com nossas parcerias”, propôs o gestor.

Ceuci Nunes sinalizou que espera contar com a Fiocruz para parcerias específicas que estão na pauta da Bahiafarma e concordou com a sugestão do presidente da Fiocruz de criar a oficina de trabalho, onde as duas instituições vão identificar possibilidades de parcerias produtivas para serem executadas. “Acredito que vamos identificar muitos projetos para serem desenvolvidos com a Fiocruz, algo que será importante para as duas instituições, para o desenvolvimento do setor farmacêutico regional e para o SUS”, avaliou.

*Com informações da Bahiafarma

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Tese analisa fatores associados ao nascimento de crianças com anomalia congênita

Estudante: Qeren Hapuk Rodrigues Ferreira Fernandes
Orientação: Angelina Xavier Acosta
Coorientação: Enny Paixão
Título da tese: “ANOMALIAS CONGÊNITAS NO BRASIL: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DA PREVALÊNCIA, MORTALIDADE, FATORES ASSOCIADOS E SOBREVIVÊNCIA”
Programa: Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa
Data de defesa: 13/11/2023
Horário: 09h00
Local: Sala Virtual do Zoom
ID da reunião: 844 5357 2511
Senha de acesso: qeren

Resumo

As anomalias congênitas (AC) são um relevante problema para a saúde pública global, afetando em média 6% dos recém-nascidos. No Brasil estão em segunda posição entre os principais grupos de causas de mortalidade infantil, porém em alguns estados já ocupam a primeira causa. Estudos amplos para entender melhor o impacto desses defeitos no nascimento e morte se fazem necessários, principalmente no Brasil, onde há uma grande lacuna a esse respeito. Assim, o objetivo do presente estudo foi levantar dados sobre a prevalência e mortalidade, investigar fatores associados ao nascimento e a sobrevivência de crianças com AC no Brasil a partir de dados existentes nos bancos públicos, utilizando a técnica de linkage para vincular os bancos de nascimento e morte. Com esse propósito descreveu-se a tendência temporal da prevalência e mortalidade infantil por AC em nascidos vivos em 2001 a 2018 no Brasil e em suas regiões geográficas. A prevalência geral para os anos estudados foi de 86,2 por 10.000 nascidos vivos, tendo um aumento de 17,9% após a vinculação dos bancos, enquanto a mortalidade foi de 24,4 por 10.000. Ao estudar a prevalência por ano, esta se mostrou crescente em todas as regiões do período avaliado. As AC relacionadas ao sistema osteomuscular foram as mais frequentes ao nascimento, enquanto as relacionadas ao sistema circulatório ocuparam a segunda posição e foram mais frequentes como causa de óbito. Houve diferenças consideráveis entre a prevalência nas regiões, sendo a região Sudeste obteve a maior e a região Norte a menor. Além disso, investigaram-se os fatores associados ao nascimento com AC, a partir de regressão logística usando um modelo hierárquico, para este objetivo usou-se dados dos nascidos vivos de 2012 a 2020. Entre as variáveis distais as mães de raça/cor preta apresentaram maior chance de terem filhos com AC (OR = 1,16) em comparação a mães brancas, não ter feito nenhuma consulta pré-natal (fator intermediário) aumentou a chance de ter filhos com AC (OR = 1,47) em comparação com quem iniciou o pré-natal nos primeiros meses de gravidez. As variáveis proximais foram os que apresentaram maiores valores: idade materna avançada (OR =2,26) e gravidez do tipo multifetal (OR = 1,49) foram os fatores maternos que apresentaram maior chance de nascimento com AC. Analisou-se ainda a sobrevivência de crianças com síndrome de Down (SD) no Brasil por idade de morte, entre os anos de 2012 a 2020, sendo observado que o período pós-neonatal foi o mais crítico, havendo maior risco de morte (HR = 41,4) em relação às crianças sem AC. Além disso, filhos com SD de mães pretas apresentam maior risco de morte (HR = 1,8) nesse mesmo período quando comparado aos nascidos vivos de mães brancas. Foi visto também que a proporção de mães com baixa escolaridade, mais novas e pretas era maior entre as crianças com SD que foram a óbito em comparação com as que sobreviveram, bem como entre aqueles que não foram notificados no banco de nascimento. A subnotificação das AC nos bancos públicos brasileiros se mostrou significativa, a técnica de linkage ajudou a minimizar esse problema, além disso, esta técnica também foi importante no estudo de sobrevivência. Assim, conhecer esses aspectos epidemiológicos, bem como os fatores envolvidos na ocorrência das AC no nascimento e óbito é fundamental para compreender o impacto das AC na saúde infantil do país, e assim promover elaboração de medidas de prevenção e cuidados em saúde para a população em risco.

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PGBSMI divulga edital do processo seletivo 2024.1

A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa (PGBSMI), da Fiocruz Bahia, torna pública a chamada para inscrição de candidatos que desejem participar do processo seletivo 2024.1 para Mestrado e Doutorado. As inscrições podem ser realizadas de 20/11 a 08/12/2023.

Clique aqui para consultar o edital.

Atualmente, o programa é conceito 6 junto a CAPES, na área de Medicina II. Os cursos do PGBSMI destinam-se à formação de profissionais com elevada qualificação para o exercício de atividades acadêmicas, científicas e tecnológicas nas suas áreas de concentração.

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